Chinesa Xiaomi investirá em start-ups indianas e conteúdo no exterior

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 17:58 BRST
 

Por Paul Carsten

PEQUIM (Reuters) - A chinesa Xiaomi planeja investir em empresas start-ups indianas e conteúdo de mídia internacional, enquanto a terceira maior fabricante de smartphones do mundo pretende dominar lares com suas próprias TVs e aparelhos.

Somente três anos após vender seu primeiro dispositivo, uma rodada de captação de recursos de 1,1 bilhão de dólares anunciada em dezembro avaliou a companhia em 45 bilhões de dólares, tornando-a a start-up de tecnologia mais valiosa do mundo.

Com a Samsung Electronics e a Apple em seu horizonte no mercado de dispositivos, a Xiaomi agora está se expandindo para aparelhos e televisões. A companhia baseada em Pequim já tem 1 bilhão de dólares reservados para conteúdo para TV na Internet.

"Onde nós realmente queremos fazer investimentos significativos é em conteúdo, particularmente no mercado chinês para começar, mas também em outro mercados", disse o vice-presidente para a divisão global da Xiaomi, Hugo Barra, em entrevista nesta sexta-feira.

"Uma área em que também estamos olhando para fazer alguns investimentos é em start-ups na Índia. A Índia já é o maior mercado para nós fora da China", disse Barra, sem detalhar os tipos de start-ups.

A Xiaomi tem tido sucesso misto na Índia. As vendas de seus dispositivos foram suspensas depois que a fabricante de equipamentos de telecomunicações Ericsson arquivar uma reclamação alegando violação aos seus direitos de propriedade intelectual. Vendas parciais foram permitidas a partir de dezembro, mas o caso ainda tem que ser resolvido.

Barra negou as preocupações de que uma expansão para o exterior poderia ser interrompida por alegações de violação de IP, e disse que o processo da Ericsson não afeta as operações do dia-a-dia.

Críticos dizem que a Xiaomi está pouco disposta a expandir para os mercados ocidentais porque ainda tem poucas patentes para competir.

"Não tem nada a ver com propriedade intelectual", disse Barra. "Isso tem a ver com o fato de que nós temos mais oportunidade significativas nos mercados desenvolvidos, onde nosso modelo de vender dispositivos de alta especificação em preços realmente agressivos é mais poderoso".