Tecnologia de saúde da Apple assume liderança antecipada entre principais hospitais

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015 09:47 BRST
 

Por Christina Farr

SAN FRANCISCO (Reuters) - A tecnologia de saúde da Apple está se disseminando rapidamente entre grandes hospitais nos Estados Unidos, se mostrando promissora como uma maneira para que doutores monitorem pacientes remotamente e reduzam os custos.

Catorze dos 23 principais hospitais contatados pela Reuters disseram que implementaram um programa piloto do serviço HealthKit da Apple --que age como um repositório para informações de saúde geradas pelo paciente como pressão sanguinea, peso ou frequência cardíaca-- ou estão em entendimentos para fazê-lo.

Os programas pilotos têm como objetivo ajudar médicos a monitorarem pacientes com doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Rivais da Apple como o Google e a Samsung, que lançaram serviços similares, estão apenas começando a se aproximar de hospitais e outros parceiros médicos.

Tais sistemas prometem permitir que doutores fiquem cientes de sinais de problemas e intervenham antes que um problema de saúde se torne agudo. Isso pode ajudar hospitais a evitar admissões repetidas, pelas quais eles são agora penalizados sob as novas diretrizes do governo norte-americano, tudo a um custo relativamente baixo.

O mercado de saúde nos EUA é de 3 trilhões de dólares, e a firma de pesquisa IDC Health Insights prevê que 70 por cento das organizações de saúde no mundo todo farão investimentos até 2018 em tecnologia incluindo aplicativos, dispositivos vestíveis, monitoramento remoto e atendimento virtual.

O HealthKit da Apple funciona colhendo dados de fontes como equipamentos de medição de glicose, aplicativos de acompanhamento de exercícios e alimentos e balanças com conexão Wi-fi. O Apple Watch, com previsão de lançamento para abril, promete aumentar o leque de dados possíveis, que com o consentimento dos pacientes poderão ser enviados para um registro médico para que médicos os vejam.

 
Logotipo da Apple aceso numa loja em Sydney. 19/09/2014 REUTERS/David Gray