União Europeia aposta no 5G para acompanhar disputa na tecnologia móvel

terça-feira, 3 de março de 2015 16:52 BRT
 

BRUXELAS/BARCELONA (Reuters) - A União Europeia pretende assinar acordos com China, Japão e Estados Unidos para cooperar no desenvolvimento da próxima geração de banda larga móvel com o objetivo de ajudar suas empresas a acompanhar a corrida tecnológica.

A Europa, que nos anos 1990 foi líder na segunda geração do padrão de tecnologia GSM para redes de telefonia móvel em transição para a era digital, ficou para trás em relação a EUA, Japão e Coreia do Sul na implantação do mais recente padrão 4G para serviços de banda larga móvel.

Operadoras da região, incluindo a britânica Vodafone e a espanhola Telefónica, moveram-se mais lentamente para o 4G do que Japão, Coreia do Sul e EUA, e a adoção na Europa continua menor em comparação com outras economias avançadas.

Reguladores europeus estão agora tentando não repetir os erros do passado e buscam a vanguarda do desenvolvimento das normas para 5G, que promete download de vídeo muito mais rápido, cobertura de rede mais densa e a possibilidade de conectar bilhões de objetos eletrônicos para criar "Internet das coisas".

"Com o 5G, a Europa tem uma grande oportunidade de reinventar o cenário de sua indústria de telecomunicações", disse Guenther Oettinger, comissário da UE para Economia Digital e Sociedade, durante a feira Mobile World Congress, em Barcelona, nesta terça-feira.

Em junho do ano passado, a Comissão Europeia assinou acordo com a Coreia do Sul, no qual os dois lados se comprometeram a cooperar no estabelecimento de normas técnicas e para garantir as radiofrequências necessárias para suportar a nova rede.

"É nossa intenção assinar acordos semelhantes em outras regiões importantes do mundo, como Japão, China e Estados Unidos", disse Oettinger.

A Comissão irá em breve iniciar discussões formais sobre 5G com a China, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto, que também faz questão de ter uma palavra sobre o futuro do 5G. A China é o lar da segunda maior fabricante mundial de equipamentos de rede móvel, a Huawei e da ZTE, quinta maior.

(Por Greg Mahlich)

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