MSCI enfrenta oposição a inclusão da China em índice

sexta-feira, 13 de março de 2015 07:45 BRT
 

Por Michelle Price e Saikat Chatterjee

HONG KONG (Reuters) - A China tem que adotar reformas de mercado mais arrojadas para que as ações listadas no país possam ser incluídas nos índices referenciais de mercados emergentes do MSCI, disseram à Reuters gerentes de fundos globais e pessoas ligadas ao MSCI.

As expectativas de que o MSCI avançaria com os planos de incluir ações "A" da China listadas localmente em seu Índice de Mercados Emergentes, que é acompanhado por 1,7 trilhão de dólares em fundos, aumentaram após o lançamento em novembro do esquema de negociação Hong Kong-Shanghai Stock Connect, o que tem ajudado a abrir o altamente controlado mercado de capital da China.

Mas, apesar do forte lobby em Pequim alguns dos maiores gerentes de fundo do mundo querem que a China vá mais longe com suas reformas de mercado. Essa falta de apoio deve afetar as expectativas chinesas de que o MSCI acrescente as ações listadas na China em sua revisão anual em junho.

O próprio MSCI está decepcionado com a falta de progresso em várias questões que dificultam e encarecem a movimentação de dinheiro nos mercados de capital da China.

Uma porta-voz do MSCI recusou-se a comentar. A comissão regulatória da China não respondeu aos pedidos para falar sobre o assunto. A Administração Estatal de Câmbio da China, que controla cotas de investimento, também não respondeu aos pedidos para comentar.