Google e Facebook se juntam à Cruz Vermelha para achar desaparecidos no Nepal

segunda-feira, 27 de abril de 2015 19:05 BRT
 

Por Nita Bhalla e Joseph D'Urso

NOVA DÉLHI/LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - A agente de desenvolvimento alemã Caroline Siebald e seu namorado Charles Gertler, um glaciologista norte-americano, estavam praticando rafting no Nepal quando aconteceu o terremoto, deixando o casal inicialmente em pânico sobre como avisar seus familiares que estavam salvos.

Após cerca de 30 tentativas, Gertler, de 25 anos, conseguiu telefonar para sua mãe, em Massachusetts, nos Estados Unidos, e ela registrou que os dois estavam seguros na página de "Verificação de Segurança" do Facebook. Em poucos minutos, seus amigos e famílias viram a notícia.

"Eu recebi mensagens dos meus melhores amigos do jardim de infância dizendo 'Oh, meu Deus, estou tão feliz que você está viva'", disse Siebald, de 22 anos, à Thomson Reuters Foundation.

De trabalhadores imigrantes nepalesas na Índia a profissionais de Tecnologia da Informação no Brasil, as pessoas de todo o mundo têm entrado em sites de mídia social como o Facebook e o Google para procurar parentes desaparecidos e transmitir notícias de sobrevivência no Nepal.

Na Índia, que tem a maior população de imigrantes nepaleses no mundo, muitos tem tentado freneticamente telefonar para casa, horrorizados ao verem imagens de televisão que mostram corpos sendo puxados para fora dos escombros de edifícios derrubados.

"Eu não sei nada sobre o meu filho que está numa vila com meus pais longe de Katmandu. Estou telefonando o tempo todo, mas não completa. Não consigo comer, dormir ou trabalhar", disse Usha Tamang, uma babá nepalesa que trabalha em Délhi.

Estima-se que 300 mil turistas estrangeiros estavam no Nepal, várias centenas dos quais estariam no Monte Everest, quando o terremoto de magnitude 7,9 atingiu o país sábado, matando mais de 3.700 pessoas.

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Militares e voluntários carregam uma mulher ferida ao hospital Dhading, após o terremoto de sábado, em Dhading Besi, no Nepal, nesta segunda-feira. 27/04/2015 REUTERS/Athit Perawongmetha