8 de Janeiro de 2016 / às 12:05 / em 2 anos

CORREÇÃO-Chinesa Alibaba.com mantém Brasil em foco e vê chance de abrir escritório no país

(Corrige no 3º parágrafo número de novos usuários por dia para 18 mil, em lugar de 18)

Por Luciana Bruno

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A empresa de comércio eletrônico Alibaba.com, da gigante chinesa Alibaba, mantém o mercado brasileiro em sua estratégia de internacionalização, e pretende “no longo prazo” abrir um escritório no país, disse à Reuters Alex Tsai, líder de marketing e desenvolvimento de negócios da companhia para a América Latina.

Com 2,1 milhões de usuários no Brasil, segundo números de março de 2015, e 40 milhões globalmente, o Alibaba.com está focando nas pequenas e médias empresas para crescer no país, e acredita que a crise econômica acelera a adesão dessas companhias ao comércio eletrônico, principalmente diante da oportunidade de exportar aproveitando a alta do dólar.

O Brasil é um dos principais mercados internacionais do Alibaba.com, ao lado da Rússia. O grupo Alibaba opera os sites de comércio eletrônico Alibaba.com, para empresas e fornecedores, e AliExpress.com, para consumidores finais. A empresa não divulga número total de usuários desse último, mas informou que até abril de 2015 foram 60 milhões de pedidos de brasileiros, com 18 mil novos usuários por dia.

Nos últimos dois anos, o Alibaba.com tem crescido 200 por cento anualmente no país em número de usuários, disse Tsai. “Estamos otimistas com os números de 2015. Achamos que a crise é oportunidade para as pequenas e médias empresas começarem a negociar via comércio eletrônico”, declarou.

“No longo prazo, podemos ter um escritório no Brasil”, disse, sem dar detalhes, citando a oportunidade representada pelas mais de 10 milhões de pequenas e médias empresas do país. Recentemente, o Alibaba abriu escritórios em Londres e Milão. Além de seus escritórios na China, a empresa também tem unidade nos Estados Unidos e na Índia.

No Brasil, o Alibaba.com atende pequenos empreendedores, atacadistas, varejistas e traders de comércio exterior, por meio de uma equipe de executivos brasileiros ou chineses que falam português, mas baseados na China. O atendimento é feito por meio de chat na Internet ou email.

Segundo Tsai, as empresas brasileiras importam eletrônicos e maquinários por meio do site, principalmente de China e Índia, enquanto vendem alimentos e bebidas, assim como produtos pessoais e de moda, para Estados Unidos, China e mesmo para outras companhias no Brasil. Para alcançar as pequenas e médias empresas brasileiras, o grupo chinês firmou parceria no Brasil com o Sebrae e Câmara de Comércio e Indústria Brasil China (CCIBC).

“As (pequenas e médias) empresas estão começando a entender as vantagens de poder acessar uma plataforma global”, declarou.

Questionado sobre a desaceleração econômica do país, Tsai disse que o Alibaba não mudará seus planos para o Brasil, mesmo diante da crise. “Há oportunidade para nós, ajudando os pequenos negócios a vender para fora do país. O Brasil será um bom ‘player’ no longo prazo”, disse.

Globalmente, o grupo Alibaba teve faturamento de 3,5 bilhões de dólares no terceiro trimestre, um aumento de 32 por cento ano contra ano, impulsionado principalmente pela aceleração do negócio de varejo na China, que representa 78 por cento das receitas do grupo. A receita do atacado na China foi de 164 milhões de dólares, avanço de 32 por cento.

As receitas internacionais da área de atacado somaram 213 milhões de dólares, alta de 13 por cento, enquanto as do varejo foram de 76 milhões de dólares no período de junho a setembro, aumento de 15 por cento em bases anuais. A empresa não divulga dados de faturamento no Brasil.

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