Amazon testa dispositivos domésticos inteligentes e amplia laboratório de hardware

quarta-feira, 24 de setembro de 2014 11:40 BRT
 

SAN FRANCISCO (Reuters) - A Amazon.com vai fortalecer sua equipe em sua discreta unidade de hardware sediada no Vale do Silício em ao menos 27 por cento durante os próximos cinco anos, conforme testa aparelhos domésticos "inteligentes" conectados à Internet, como dispositivos de um botão para encomendar suprimentos.

Os planos, detalhados em um documento governamental pouco conhecido e por pessoas familiarizadas com o assunto, indicam as intenções do presidente-executivo Jeff Bezos de dobrar as apostas na estratégia de hardware da maior varejista online dos Estados Unidos.

Isso ocorre apesar da recepção morna para o novo smartphone Fire da Amazon e das críticas de alguns investidores por seus altos gastos em projetos altamente experimentais.

A divisão Lab126, que desenvolveu o Kindle da Amazon e outros dispositivos eletrônicos para consumidores, planeja aumentar sua folha de pagamento de horário integral para ao menos 3.757 pessoas até 2019, segundo acordo fechado com o Estado da Califórnia em junho que garantirá à Amazon 1,2 milhão de dólares em benefícios fiscais.

O Lab126 tinha quase 3 mil funcionários em tempo integral no ano fiscal de 2013.

A Amazon vai investir 55 milhões de dólares nas operações do Lab126 em Sunnyvale e Cupertino, segundo o acordo publicado no site do governador da Califórnia.

A expansão se dá conforme o Lab126 testa dispositivos domésticos conectados que podem abrir um novo fronte na disputa contra o Google e a Apple, segundo duas pessoas familiarizadas com as atividades do Lab126.

As fontes pediram anonimato porque não estão autorizadas a falar com a imprensa.

A Amazon está testando um dispositivo Wi-Fi simples que poderia ser colocado na cozinha ou em um armário, permitindo que clientes encomendassem produtos como detergentes com o clique de um botão, disse uma das fontes. O Lab126 também está interessado em dispositivos vestíveis, afirmou a outra fonte. Ambas ressaltaram que tais dispositivos podem nunca chegar ao mercado.

(Por Deepa Seetharaman e Noel Randewich)