Facebook receberá aprovação da UE para oferta de US$19 bi pelo WhatsApp, dizem fontes

quinta-feira, 25 de setembro de 2014 14:21 BRT
 

BRUXELAS (Reuters) - O Facebook, maior rede social do mundo, vai receber aprovação incondicional da União Europeia para sua oferta de 19 bilhões de dólares pela startup de mensagens em dispositivos móveis WhatsApp em um acordo que joga a companhia contra operadoras de telecomunicações, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto nesta quinta-feira.

A aquisição histórica, a maior nos 10 anos de existência do Facebook, dará à companhia uma posição firme no mercado de rápido crescimento de mensagens móveis.

O plano do WhatsApp para adicionar serviços de chamadas de voz gratuitos para seus 450 milhões de consumidores ainda este ano, no entanto, torna o aplicativo um poderoso concorrente em potencial de companhias como a Telefónica, a Telecom Italia e a Deutsche Telekom.

Analistas disseram que a investida provavelmente atingirá o volume de negócios das provedores de telecomunicações conforme a indústria caminha para seu quinto ano de queda nas receitas. O setor buscou reguladores da UE para extrair concessões do Facebook.

O Facebook convenceu a Comissão Europeia de que o negócio não tem efeitos anticompetitivos e, portanto, concessões não são necessárias, segundo as fontes.

"É uma aprovação incondicional", disse uma das fontes, que não quis ser identificada pois a decisão da Comissão Europeia ainda não é pública.

O porta-voz da Comissão, Antoine Colombani, não quis comentar. A autoridade antitruste da UE definiu 3 de outubro como prazo final para sua decisão.

O negócio parece não representar problemas de competição para a Comissão, disse Tobias Caspary, sócio do escritório de advocacia Fried Frank.

"Ambas as partes estão oferecendo seus serviços gratuitamente. Parece improvável que clientes ficarão presos em relação a mensagens instantâneas, e seria relativamente fácil mudar para ofertas alternativas, como Skype ou Line", disse ele.

(Por Foo Yun Chee)

 
Logo do WhatsApp em um smartphone com o logo do Facebook ao fundo, em Praga. 20/02/2014.  REUTERS/David W Cerny