Telefónica busca levantar até US$875 mi com venda de fatia na China Unicom

segunda-feira, 10 de novembro de 2014 14:52 BRST
 

HONG KONG/MADRI (Reuters) - A operadora de telecomunicações espanhola Telefónica espera levantar até 875 milhões de dólares com a venda de metade de sua participação na China Unicom (Hong Kong), de acordo com informações às quais a Reuters teve acesso nesta segunda-feira.

A Telefónica tem vendido fatias em ativos não essenciais nos últimos dois anos com o objetivo de levantar fundos para oportunidades na Europa e na América Latina, particularmente no Brasil, onde já é líder no mercado de telefonia celular.

A companhia está atualmente no processo da compra por 9 bilhões de dólares da operadora de banda larga brasileira GVT para fortalecer sua marca Vivo e criar o maior grupo de telecomunicações do país.

Fontes também disseram à Reuters que a empresa poderá se unir à Oi e à Claro, da América Móvil, para realizar uma oferta conjunta de compra da TIM Participações por cerca de 32 bilhões de reais.

Após a venda de metade de sua fatia na China Unicom em 2012 por 1,4 bilhão de dólares, a companhia espanhola está agora oferecendo 597,8 milhões de ações da China Unicom por 11,14 a 11,34 dólares de Hong Kong por ação para levantar entre 859 milhões e 875 milhões de dólares.

O valor fica de 1,2 por cento a 3 por cento abaixo do último preço negociado do papel, mostrou o documento com detalhes da operação.

A Telefónica detinha cerca de 1,19 bilhão de ações da China Unicom, ou uma fatia de cerca de 4,98 por cento, antes da venda, de acordo com dados da Thomson Reuters.

A dívida, a maior dor de cabeça da Telefónica no passado, subiu 1 bilhão de euros (1,25 bilhão de dólares) no segundo trimestre, para 43,8 bilhões de euros. A companhia publica seus resultados de nove meses na quarta-feira.

O Bank of America é o coordenador da oferta para a fatia e a Telefónica está proibida de vender mais ações da China Unicom nos próximos 90 dias, segundo o documento.

A Telefónica disse que não iria comentar o assunto.

(Por Denny Thomas e Umesh Desai)