Futuro do Google Glass é incerto conforme adeptos mais antigos perdem fé

segunda-feira, 17 de novembro de 2014 14:32 BRST
 

Por Alexei Oreskovic e Sarah McBride e Malathi Nayak

SAN FRANCISCO (Reuters) - Após dois anos aparecendo em eventos de destaque usando o Google Glass, o dispositivo que transforma óculos em tecnologia de filmes de espião, o cofundador do Google Sergey Brin surgiu sem nada no rosto em um evento no Vale do Silício neste domingo.

Ele havia deixado seu Glass no carro, disse Brin a um repórter. O executivo do Google, que chefia o laboratório ultrassecreto que desenvolveu o Glass, não desistiu do produto, tendo usado o seu em uma praia recentemente.

Mas o momento escolhido por Brin para não usar seu Glass não é auspicioso. Muitos desenvolvedores e usuários antigos do Glass estão perdendo interesse na muito propagandeada versão de teste de 1.500 dólares do produto: uma câmera, processador e tela de computador do tamanho de um selo montados na ponta da armação do óculos. O próprio Google adiou o lançamento do Glass para o mercado de massa.

Embora o Glass possa encontrar alguns usos especializados, até mesmo lucrativos, no local de trabalho, as perspectivas de se tornar um sucesso entre consumidores no futuro próximo são baixas, dizem muitos desenvolvedores.

Dos 16 desenvolvedores de aplicativos para o Glass procurados pela Reuters, nove disseram que pararam de trabalhar ou abandonaram seus projetos, na maior parte devido à falta de consumidores ou às limitações do dispositivos. Outros três passaram a desenvolver aplicativos para negócios, deixando para trás projetos para consumidores.

Um bom número de desenvolvedores maiores continuam com o Glass. Os quase 100 aplicativos no website official incluem o Facebook e OpenTable, apesar que um grande ator recentemente desertou: o Twitter.

"Se houvessem 200 milhões de Google Glasses vendidos, seria uma perspectiva diferente. Não existe mercado neste ponto", disse o presidente-executivo da Little Guy Games, Tom Frencel, que suspendeu o desenvolvimento de um jogo para o Glass neste ano e está olhando para outras plataformas, incluindo o óculos de realidade virtual Oculus Rift, de propriedade do Facebook.

Vários importantes funcionários do Google, instrumentais em desenvolver o Glass, deixaram a companhia nos últimos seis meses, incluindo o líder de desenvolvedor Babak Parviz, o engenheiro elétrico chefe Adrian Wong, e Ossama Alami, diretor de relações com desenvolvedores.   Continuação...