Investir em mulheres pobres e celulares pode ajudar crescimento da África, dizem especialistas

segunda-feira, 24 de novembro de 2014 15:27 BRST
 

Por Katy Migiro

NAIRÓBI (Fundação Thomson Reuters) - A tecnologia dos telefones celulares pode ajudar a levar serviços financeiros aos 80 por cento de mulheres africanas que não têm conta em banco e impulsionar o crescimento do continente mais pobre do mundo, afirmou a ministra da Fazenda da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, nesta segunda-feira.

Okonjo-Iweala estava entre uma dezena de líderes governamentais, financeiros e empresariais que se reuniram em Nairóbi nesta segunda-feira para debater um plano para disponibilizar serviços financeiros para mais africanas pobres.

“Não se trata só de dar poder às mulheres, trata-se de crescimento econômico”, disse Okonjo-Iweala, co-presidente honorária do recém-formado Conselho Consultivo da África, da instituição de caridade norte-americana Women's World Banking.

“A menos que facilitemos o acesso às finanças para as mulheres em seus negócios, estaremos desperdiçando uma porção significativa do crescimento em nossas economias”.

Ela citou um estudo da empresa de contabilidade Ernst & Young que mostra que 75 por cento do poder de consumo estará nas mãos das mulheres até 2028.

As mulheres também têm a reputação de serem melhores que os homens para pagar empréstimos e poupar dinheiro, dizem os especialistas.

Na Nigéria, 73 por cento das mulheres jamais usaram qualquer produto financeiro, de acordo com o Women's World Banking. Em vez disso, elas contam com grupos de poupança tradicionais, nos quais um cobrador recolhe seus ganhos diários.

O Women's World Banking trabalhou com o Diamond Bank da Nigéria no desenvolvimento de uma conta de poupança piloto chamada Beta –ou ‘Better’ (melhor) na pronúncia do inglês local– para chegar a este mercado imenso e inexplorado.   Continuação...

 
Ministra das Finanças da França, Ngozi Okonjo-Iweala, em foto de arquivo. 08/10/2014 REUTERS/Joshua Roberts