ENTREVISTA-Positivo quer ser mais agressiva em smartphones para compensar queda de PCs

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014 14:49 BRST
 

Por Luciana Bruno

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Positivo Informática pretende ser mais agressiva no segmento de smartphones em 2015 como uma forma de compensar a queda das vendas de PCs, em um momento em que marcas internacionais intensificam a competição no mercado brasileiro.

A empresa abriu em junho sua primeira fábrica de telefones inteligentes e agora aposta no crescimento desse mercado para apresentar bons resultados no que ano que vem, segundo o presidente da Positivo, Hélio Rotenberg.

"Se conseguirmos ganhar fatia de mercado nessas categorias em que temos participação muito baixa, traz a possibilidade de resultados bons", disse Rotenberg. "Queremos ser mais agressivos em termos de marca."

A empresa não divulgou a fatia de mercado em smartphones, mas informou que manteve no terceiro trimestre a liderança em computadores, com fatia de 16,6 por cento, alta de 3,2 pontos sobre o terceiro trimestre do ano passado, superando a chinesa Lenovo.

Apesar disso, as vendas no terceiro trimestre da Positivo totalizaram 665,6 mil PCs e tablets, queda de 3 por cento em relação ao mesmo período de 2013. Já a venda de smartphones somou cerca de 53,9 mil unidades ante 10 mil no mesmo período de 2013.

Para avançar no segmento, a Positivo espera que no ano que vem outras operadoras de telefonia passem a vender seus aparelhos. Neste trimestre, a marca vendeu pela primeira vez smartphones para TIM Participações e Oi. Também será lançada nova linha de telefones no início de 2015.

Rotenberg acredita que a queda das vendas de PCs será interrompida em 2015, tendência que, segundo ele, já é apontada por institutos de pesquisa. Para o mercado de tablets, a empresa projeta crescimento, apesar de baixo. "Já temos uma licitação de venda de até 1 milhão de tablets para o Ministério da Educação fechada para o ano que vem", declarou.

Para o executivo, os gastos do ministério que é o principal cliente público da empresa não devem ser afetados pelos cortes de custos que devem ser promovidos pelo governo federal no ano que vem. "Talvez haja retração em algumas autarquias e ministérios (...), mas não entre os clientes mais importantes."   Continuação...