14 de Julho de 2015 / às 17:28 / em 2 anos

Batman enfrenta a noite mais sombria no final épico da série de games "Arkham"

SÃO PAULO (Reuters) - Após meses de atrasos e alguns defeitos espetaculares, “Batman: Arkham Knight” finalmente está chegando às mãos de gamers ao redor do mundo. Porém, a espera valeu a pena?

O quarto jogo na série Arkham vê o Homem-Morcego mais atormentado do que nunca enquanto ele tenta livrar sua amada Gotham do crime e da tirania. O título acaba sendo um final digno à saga iniciada em “Arkham Asylum”, com uma trama que passa longe de um final feliz e que deve deixar os fãs da série bastante surpresos.

Além disso, a jogabilidade, embora não inovadora, refina bem características dos jogos anteriores da franquia que reinventou o maior detetive do mundo dos quadrinhos nos jogos eletrônicos, de modo muito parecido com o que a trilogia do “Cavaleiro das Trevas” de Christopher Nolan fez nos filmes.

Para os não iniciados, Arkham refere-se ao Asilo Arkham, para os vilões mais infames da cidade são enviados após serem capturados pelo Homem-Morcego e em volta do qual a série gira.

O novo jogo retoma a história de Batman cerca de um ano após os acontecimentos de “Arkham City”. A morte do Coringa criou um vácuo de poder no submundo de Gotham e os supervilões restantes formaram uma aliança um tanto frágil, liderada pelo Espantalho, para eliminar o herói. Entre o grupo sinistro está o Arkham Knight, personagem original criado para o jogo.

MUNDO ABERTO

O capítulo final na série aclamada pela crítica, distribuída pela Warner Bros Interactive Entertainment, está nos holofotes da indústria de games há meses. O cronograma original previa o lançamento em outubro de 2014, mas a data foi adiada pois a desenvolvedora Rocksteady Studios queria mais tempo para melhorar o game.

Mesmo após o lançamento, o jogo enfrentou problemas técnicos que levaram à suspensão temporária de todas as vendas para PCs, e a algumas reclamações sobre erros e bugs de jogadores que têm PlayStation 4 ou Xbox One.

Apesar disso, os gráficos são realmente impressionantes, com os detalhes minuciosos da chuva escorrendo ````

pela capa do Homem-Morcego durante uma planagem, ou do desgaste que a armadura e o próprio Batman mostram à medida que o jogo e os combates passam.

Arkham Knight é um jogo em “mundo aberto” -- no qual os jogadores podem explorar à vontade o cenário virtual e têm liberdade de escolher como e quando desejam resolver certos objetivos -- enquanto a missão principal mantém o ritmo do game frenético.

Essa liberdade permite que o gamer explore e examine os detalhes da cidade em estilo gótico e seus atuais moradores -- na grande maioria criminosos.

A fluidez do combate e a variação de movimentos estão melhores do que nos jogos anteriores, e há missões secundárias o suficiente para garantir horas de jogo, mesmo que algumas delas sejam repetitivas. Porém, as icônicas lutas contra os supervilões que eram parte dos títulos anteriores fazem uma tremenda falta. Muitos dos combates deste novo capítulo envolvem apenas uma sucessão de grupos de capangas a serem derrotados.

No entanto, são os roteiristas que merecem os maiores elogios pela trama que encerra com maestria a série e -- sem revelar muito -- vê o Batman ganhar e perder antes da noite acabar.

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