TIM vê rivais no Brasil com estratégias "insustentáveis"

terça-feira, 15 de setembro de 2015 20:27 BRT
 

Por Malathi Nayak

NOVA YORK (Reuters) - As empresas de telecomunicações no Brasil terão que fazer mudanças estratégicas dentro de pouco tempo, disse o presidente-executivo da TIM Participações, Rodrigo Abreu, alimentando expectativas de fusões que perderam força recentemente.

A TIM não está "perseguindo agressivamente" uma fusão, mas a operadora está bem posicionada para se beneficiar da consolidação do mercado, disse Abreu a analistas em Nova York.

Abreu sugeriu que o impulso para eventuais acordos viria de concorrentes como a NII Holdings, a operadora da marca Nextel que saiu da recuperação judicial, vendeu seu negócio mexicano e mudou a administração no Brasil neste ano.

"(O Brasil) tem diversos competidores que precisam decidir o que querem fazer no médio e longo prazos. Acredito que a Nextel é um deles", disse Abreu. "É uma operação pequena. Eles têm ganho espaço nas assinaturas pós-pagas, mas à custa dos resultados financeiros".

A NII Holdings, que detém menos de 1 por cento das assinaturas móveis do Brasil, tem registrado prejuízos trimestrais há mais de três anos.

Abreu também disse que a AT&T, que tem menos de 6 milhões de assinantes de TV paga no Brasil após comprar a DirecTV em julho, precisará em algum momento adicionar serviços ou deixar o país, pois sua posição estratégica atual é "insustentável".

Ele também criticou a Oi, a companhia de telecomunicações mais endividada do Brasil, que contratou o BTG Pactual no ano passado para estudar uma oferta conjunta pela TIM.

"Você tem um competidor que está tentando refinanciar dívidas, mas está sendo deixado para trás no 4G", disse Abreu, referindo-se à decisão da Oi no ano passado de ficar de fora de um leilão governamental do espectro de 700 MHz para banda larga móvel de quarta geração.   Continuação...