Vivendi eleva fatia na Telecom Italia para 19,9%

terça-feira, 6 de outubro de 2015 08:53 BRT
 

MILÃO (Reuters) - O grupo de mídia francês Vivendi confirmou nesta terça-feira que aumentou sua fatia na Telecom Italia para 19,9 por cento, medida que eleva seu investimento total na empresa de telecomunicações italiana que controla a TIM no Brasil para mais de 3 bilhões de euros.

Fontes familiarizadas com o tema disseram à Reuters na semana passada que a Vivendi tomou medidas para elevar sua participação na Telecom Italia para cerca de 19 por cento, dando ao presidente do Conselho de Administração da Vivendi, Vincent Bollore, uma posição importante em um momento em que a indústria de telecomunicações móveis está se consolidando e a endividada italiana é vista como possível alvo de aquisição.

O aumento da fatia torna Bollore, maior acionaista da Vivendi, um competidor importante no mercado europeu de telecomunicações novamente, meses depois de a Vivendi terminar de vender todas as três de suas principais participações no setor - na operadora de redes móveis francesas SFR, na Maroc Telecom e na GVT.

"Esse novo investimento confirma a intenção da Vivendi de apoiar o grupo de telecomunicações (italiano) no longo prazo e desenvolver suas atividades no sul da Europa", disse a Vivendi em comunicado na terça-feira.

A Vivendi se tornou a maior acionista da Telecom Italia em junho quando assumiu fatia de 8,3 por cento das mãos da rival espanhola Telefónica como parte do pagamento pela venda de seu grupo de banda larga brasileiro GVT para a Telefônica Brasil.

A empresa francesa começou posteriormente a comprar ações adicionais na sequência da dissolução do veículo de investimento Telco que no passado deteve 22,4 por cento da Telecom Italia em nome da Telefónica e três outras instituições financeiras italianas.

A Vivendi disse nesta terça que desde então comprou ações no mercado para elevar sua fatia na Telecom Italia para 19,9 por cento. A participação anteriormente era de 15,49 por cento.

No total, a Vivendi disse que gastou 3,05 bilhões de euros ou cerca de 1,14 euro por ação ordinária na aquisição da fatia. A preços de mercados atuais a participação vale cerca de 2,85 bilhões de euros.

(Por Valentina Za)