Amantes do bacon inundam redes sociais com #FreeBacon após alerta da OMS

terça-feira, 27 de outubro de 2015 21:09 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - Os amantes do bacon foram às redes sociais nesta terça-feira para expressar desprezo por um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) que alertou que carne processada provavelmente pode causar câncer.

As hashtags #FreeBacon, #Bacongeddon e #JeSuisBacon foram algumas das que estiveram entre os principais tópicos mundiais do Twitter pelo segundo dia consecutivo.

Celebridades, políticos e consumidores comuns reagiram ao anúncio de segunda-feira da OMS de que comer carnes processadas, incluindo salsichas e bacon, pode causar câncer colorretal em humanos e que a carne vermelha também é uma causa provável da doença.

A revisão da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (Iarc), um órgão da OMS, também apontou que havia alguma ligação entre o consumo de carne vermelha e o câncer de pâncreas e de próstata. A agência examinou cerca de 800 estudos durante uma reunião de 22 especialistas em saúde no início deste mês.

Uma análise de mídia social feita pela Thomson Reuters descobriu que os participantes das redes sociais não estavam felizes com o alerta da OMS.

Os tuítes negativos foram maiores do que os positivos em uma relação de quase 7 para 1 na segunda-feira e de 6,5 para 1 nesta terça-feira, de acordo com uma ferramenta de análise que rastreia e agrega tuítes positivos, neutros e negativos com as hashtags #cancer e #bacon a fim de gerar um índice.

O estilista Kenneth Cole (@mr_kennethcole) tuitou nesta terça-feira: "O açúcar é ruim para você, carboidratos são ruins para você, e agora o #Bacon também é, mas não se preocupe com isso, porque isso também é ruim para você."

O político austríaco Andrae Rupprechter publicou uma foto dele em sua página no Facebook com um prato de frios, chamando o relatório da OMS de uma "farsa".

O ministro da Agricultura da Alemanha, Christian Schmidt, também disse que "ninguém deve ter medo de comer uma 'bratwurst' (salsicha) de vez em quando".

(Reportagem de Melissa Fares)