Lyft está a caminho de atingir US$1 bi em receita bruta, diz cofundador

terça-feira, 17 de novembro de 2015 16:34 BRST
 

SAN FRANCISCO (Reuters) - O aplicativo de serviços de transporte urbano Lyft, o maior rival da Uber Technologies nos Estados Unidos, espera alcançar 1 bilhão de dólares em receita anual bruta no ano que vem, disse o cofundador da empresa à Reuters.

O cumprimento da previsão vai sugerir que a Lyft aumentará sua parcela de mercado em algumas cidades norte-americanas importantes, apesar da competição com o Uber, o maior e mais bem financiado aplicativo de serviços de transporte urbano do mundo. Fundado em 2012, o Lyft teve uma receita líquida estimada em 130 milhões de dólares em 2014, de acordo com documentos financeiros da empresa citados pela Bloomberg.

"Isto demonstra que grande oportunidade de negócios é o Lyft", disse John Zimmer, cofundador e presidente da empresa. "O mercado em que atuamos está em... uma indústria de transporte avaliada em 2,25 trilhões de dólares."

A previsão de Zimmer baseia-se no conceito de taxa de execução, que é um indicador comum de vendas futuras e lucratividade para companhias privadas de alto crescimento. No entanto, o conceito exige extrapolação de desempenho anual a partir de uma pequena quantidade de dados e é somente uma projeção sobre o quanto o Lyft poderá faturar em 2016.

Em comparação, o Uber espera ter cerca de 2 bilhões de dólares em receita em 2015, de acordo com documentos obtidos pela Reuters.

O Lyft calculou sua taxa de execução de 1 bilhão de dólares a partir das corridas brutas de outubro, quando a companhia fez cerca de 83 milhões de dólares, oriundos de 7 milhões de corridas.

O dado não incluiu o Halloween, disse Zimmer, afirmando que os números de uma das noites mais movimentadas da indústria serão incluídos em relatório de novembro.

O Lyft opera em 150 cidades apenas dos Estados Unidos. A companhia afirmou no mês passado que tem mais de 100 mil motoristas ativos e que fornece 1 milhão de corridas por semana. A empresa levantou 1 bilhão de dólares junto a investidores e Zimmer afirmou que "a maior parte deste dinheiro ainda está no banco".