Juiz dos EUA autoriza processo contra fundador da Oculus

terça-feira, 19 de janeiro de 2016 20:27 BRST
 

SAN FRANCISCO (Reuters) - Parte de um processo pode prosseguir contra o fundador da Oculus, unidade de óculos de realidade virtual do Facebook, mas um juiz norte-americano também indeferiu várias queixas apresentadas por outra companhia que alegou que o fundador da Oculus repassou informações confidenciais como se fossem dele.

O juiz distrital dos Estados Unidos William Alsup em San Francisco decidiu no sábado que uma queixa de quebra de contrato pode prosseguir contra o fundador da Oculus Palmer Luckey. No entanto, Alsup indeferiu outras queixas trazidas pela Total Recall Technologies, incluindo fraude.

Representantes do Facebook, que adquiriu a Oculus por 2 bilhões de dólares em 2014, assim como advogados da Total Recall Technologies não foram imediatamente encontrados para comentar.

A Total Recall Technologies, empresa sediada no Havaí, disse que contratou Luckey em 2011 para construir um protótipo de um dispositivo acoplado à cabeça. Luckey assinou um acordo de confidencialidade, de acordo com o processado apresentado ano passado.

Em 2011 e 2012, Luckey recebeu comentários e informações para melhorar o design do dispositivo, alegou a Total Recall. A empresa disse que Luckey usou o que aprendeu com a parceria quando lançou uma campanha no Kickstarter para seu próprio dispositivo acoplado à cabeça, chamado Oculus Rift, de acordo com o processo.

Luckey contesta as afirmações e diz que o processo "é uma tentativa descarada de assegurar para si uma parcela na recente aquisição multibilionária da Oculus pelo Facebook."

(Por Dan Levine)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447723))

REUTERS NS RBS