Google diz que diretriz dos EUA é crucial para desenvolvimento de carros autônomos

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 20:12 BRST
 

WASHINGTON/DETROIT, (Reuters) - O Google disse aos reguladores de segurança automotiva dos EUA que a interpretação do governo de regras de segurança de veículos motorizados é "extremamente importante" para mais desenvolvimento de carros totalmente autônomos.

Em uma carta escrita em 12 de novembro à Administração Nacional de Segurança de Tráfego em Rodovias dos EUA (NHTSA, na sigla em inglês) revista pela Reuters nesta quarta-feira, o diretor do projeto de carros autônomos do Google disse que a decisão da agência sobre como interpretar regulamentações de segurança "terá um grande impacto" em seu desenvolvimento.

A NHTSA disse ao Google em uma carta em 4 de fevereiro que concordou que poderia considerar o sistema de computação de direção autônoma como o "motorista" do veículo - um grande impulso para colocar os carros autônomos na estrada. Mas a agência não concordou imediatamente em desistir de todas as regras de segurança necessárias para permitir carros totalmente autônomos nas ruas como o desejado pelo Google na carta.

Em um comunicado nesta quarta-feira, o secretário de transportes Anthony Foxx disse: "Estamos tomando muito cuidado para abraçar inovações que podem impulsionar a segurança e melhorar a eficiência em nossas rodovias. Nossa interpretação de que o sistema de computação para direção autônoma poderia, de fato, ser um motorista é significativa. Mas o fardo permanece sobre as montadoras de carros autônomos para provar que seus veículos cumprem com rigorosos padrões de segurança federal".

Na carta de 12 de novembro, Chris Urmson, líder do projeto de carros autônomos do Google, disse que o veículo sem motorista da empresa era projetado para "atingir ou superar" os padrões de segurança dos EUA. Urmson também observou que os sistemas automáticas, como o do Google, "reagem mais rapidamente que os carros dirigidos por humanos" e "não serão sujeitos a distrações do motorista ou danos".

(Por David Shepardson e Paul Lienert)

REUTERS NS JS