Nokia retornará ao mercado de celulares com acordo de licenciamento de marca

quarta-feira, 18 de maio de 2016 08:46 BRT
 

HELSINQUE (Reuters) - A Nokia anunciou nesta quarta-feira que assinou um acordo de licenciamento exclusivo, válido por 10 anos, com a companhia finlandesa HMD Global para celulares e tablets com sua marca e produzidos por uma subsidiária da taiuanesa Foxconn.

A companhia que já foi a maior fabricante de telefones móveis do mundo vendeu sua divisão de celulares para a Microsoft em 2014. A Nokia, porém, ficou com suas patentes e começou a preparar uma volta ao mercado por meio de licenciamento da marca.

A Nokia, que atualmente obtém a maior parte de sua receita com equipamentos para telecomunicações, informou nesta quarta-feira que vai receber pagamentos de royalties da HMD relacionados à venda de produtos com sua marca.

"Em vez da Nokia voltar a produzir celulares ela mesma, a HMD planeja produzir celulares e tablets que possam ampliar o valor da marca Nokia nos mercados globais", afirmou Ramzi Haidamus, chefe da unidade de patentes da Nokia.

Mais cedo nesta quarta-feira, a Microsoft anunciou que vai vender os ativos relacionados a celulares mais básicos para a FIH Mobile, subsidiária da Foxconn, e para a HMD por 350 milhões de dólares.

Como parte do acordo, a HMD vai comprar da Microsoft direitos de uso da marca Nokia em celulares básicos até 2024.

"Juntos, estes acordos farão da HMD a única licenciada global para todos os tipos de celulares e tablets com a marca Nokia", disse a HMD em comunicado.

A HMD é uma empresa criada recentemente e é controlada pela Smart Connect, um fundo de investimentos administrado por Jean-Francois Baril, ex-funcionário da Nokia.

A Nokia não informou detalhes sobre lançamentos dos novos aparelhos. O acordo entre a Microsoft e a HMD deve ser concluído no segundo semestre deste ano.

A Microsoft enfrentou dificuldades com a divisão de celulares e no ano passado registrou uma baixa contábil de 7,5 bilhões de dólares relacionada aos ativos comprados da Nokia.

Apesar dos acordos anunciados nesta quarta-feira, a Microsoft informou que continuará a desenvolver os celulares inteligentes Lumia.