Ministro das Finanças da França descarta possibilidade de acordo tributário com Google e outras empresas

terça-feira, 31 de maio de 2016 11:42 BRT
 

PARIS (Reuters) - A França "vai ir até o final" para assegurar que multinacionais que operam no país paguem seus impostos e mais casos podem surgir depois que Google e McDonald's foram alvo de investigações de autoridades tributárias francesas, afirmou o ministro das Finanças, Michel Sapin.

Sapin excluiu negociar qualquer acordo com Google sobre impostos, como o fez a Inglaterra em janeiro.

Dezenas de policiais franceses entraram na sede do Google na terça-feira passada, ampliando um investigação sobre suspeita de sonegação fiscal. Investigadores também vasculharam a sede do McDonald's na França em 18 de maio. "Vamos até o final. Pode haver outros casos", disse Sapin.

O Google afirma que está cumprindo a lei da França e representantes do McDonald's não comentaram as buscas, referindo-se a comentários antigos em que a empresa se orgulha de ser uma das maiores contribuintes na França.

Uma fonte no ministério das Finanças da França afirmou em janeiro que as autoridades do país querem recolher cerca de 1,6 bilhão de euros em impostos que seriam devidos pelo Google. Sapin afirmou que não pode comentar sobre valores em jogo por causa de confidencialidade em questões tributárias.

Perguntado se a França poderia fazer um acordo com o Google, Sapin respondeu: "Não fazemos acordos como a Inglaterra, aplicamos a lei."

O Google conseguiu acordo em janeiro para pagar 130 milhões de libras (190 milhões de dólares) em impostos à Inglaterra, o que causou críticas de parlamentares da oposição que julgaram a soma muito baixa.

"Não haverá negociações", disse Sapin, acrescentando que há sempre a possibilidade de alguns ajustes marginais, "mas que isso não segue a lógica que nós seguimos".