UE propõe cortar tarifas de roaming no atacado

quarta-feira, 15 de junho de 2016 14:10 BRT
 

Por Julia Fioretti

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia propôs nesta quarta-feira cortar as tarifas no atacado de roaming que operadoras de telecomunicações pagam umas às outras quando clientes navegam na internet no exterior, com a intenção de pavimentar o caminho para a abolição das tarifas de roaming para o consumidor do bloco até meados do ano que vem.

A UE fechou um acordo há um ano para abolir as tarifas de roaming cobrada no bloco de 28 países até junho de 2017, mas isso depende dos preços no atacado serem competitivos o bastante para permitir que empresas ofereçam a consumidores roaming grátis sem operarem com prejuízo.

A Comissão Executiva propôs cortar a quantia máxima que operadoras podem cobrar de cada uma para 4 centavos de euro o minuto de chamada, 1 centavo de euro por mensagem de texto e 0,85 centavo de euro por megabyte de dados para garantir que as tarifas de roaming no varejo possam ser abolidas em um ano sem distorcer o mercado.

"Daqui a um ano, diremos adeus às tarifas de roaming", disse o vice-presidente da comissão, Andrus Ansip.

No entanto, a proposta deve esbarrar em muitos dos divergências que afetaram a lei para abolir as tarifas de roaming, que foi finalmente acordada após muitas disputas sobre a data.

Operadoras em países com muita chegada de tráfego de roaming como Espanha, Grécia e França querem que as tarifas no atacado sejam altas o bastante para compensá-las pelo tráfego extra de turistas e garantir que possam continuar investindo em redes.

Operadoras em países com tarifas domésticas baratas e cujos clientes viajam muito, como os países bálticos e do leste da Europa, temem que a remoção das tarifas de roaming no varejo sem reduzir primeiro os preços no atacado os forçariam a elevar os preços domésticos para compensar o custo.

Os preços no atacado atual são de 5 centavos de euro por minuto de chamada, 2 centavos de euro por mensagem de texto e 5 centavos de euro por megabyte da dado.

(Por Julia Fioretti)