Robôs colaborativos abrem novas frentes na automação

quinta-feira, 23 de junho de 2016 16:56 BRT
 

MUNIQUE, Alemanha (Reuters) - Robôs que trabalham como assistentes em conjunto com pessoas estão prontos a subverter o mundo da robótica industrial ao colocarem a automação ao alcance de muitas empresas de pequeno e médio portes pela primeira vez, disseram participantes do setor nesta semana.

Robôs colaborativos, ou "cobots", tendem a ser baratos, fáceis de usar e seguros. Eles podem ser facilmente adaptados para novas tarefas, tornando-os bem adequados à produção de pequenas séries e ciclos de produção em constante redução.

Cobots podem tipicamente levantar cargas de até 10 quilos e são pequenos o bastante para serem colocados em cima de uma bancada. Eles podem ajudar com tarefas repetitivas como pegar, embalar, colar e soldar.

Alguns podem repetir uma tarefa após terem sido guiados uma vez pelo processo por um trabalhador. O preço de um cobot pode ser tão barato quanto 10 mil dólares, embora eles tipicamente custem o dobro ou o triplo deste valor.

O mercado global de cobots deve crescer ante os 116 milhões de dólares do ano passado, para 11,5 bilhões de dólares até 2025, estimam analistas de bens de capital do Barclays. Isto seria aproximadamente o equivalente ao tamanho de todo o setor robótico hoje.

"Até 2020 isso será um divisor de águas", disse o líder da divisão de produtos robóticos da alemã Kuka, Stefen Lampa, durante um painel de discussões organizado pela Federação Internacional de Robótica (IFR, em inglês), na feira de comércio Automatica, em Munique.

O crescimento nas vendas unitárias de robôs industriais desacelerou para 12 por cento no ano passado ante 29 por cento em 2014, pressionado por queda acentuada na China.

Os maiores fabricantes de robôs industriais do mundo - as japonesas Fanuc e Yaskawa, a suíça ABB e a Kuka - produzem robôs colaborativos, embora as vendas deles não sejam ainda significativos para eles.

Mas a líder e pioneira do segmento é a dinamarquesa Universal Robots, uma empresa iniciante que vendeu seu primeiro cobot em 2009 e foi comprada pela norte-americana Teradyne no ano passado por 285 milhões de dólares.

"Estamos quase dobrando a cada ano em termos de unidades. Esta é nossa ambição e quase atingimos isso por seis anos seguidos", disse o co-fundador da Universal Robots Esben Ostergaard.

(Por Georgina Prodhan)