July 8, 2016 / 11:09 PM / a year ago

Deloitte, Price e Alvarez & Marsal disputam mandato para administrar Oi, dizem fontes

3 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - O escritório Alvarez & Marsal e as empresas de auditoria independente PricewaterhouseCoopers e Deloitte & Touche estão disputando mandato para administrar o grupo de telecomunicações Oi, que pediu recuperação judicial, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto.

A Oi pediu no mês passado proteção judicial contra credores em 65,4 bilhões de reais de títulos, dívida bancária e passivos operacionais. O juiz encarregado do caso pediu que a Anatel indicasse candidatos para administrar o processo.

Nesta sexta-feira, o regulador estendeu o prazo para as inscrições até o dia 11, segunda-feira.

A saga da Oi teve outro capítulo nesta sexta-feira, quando um minoritário pediu a troca da maior parte do Conselho de Administração, evidenciando profundas divisões entre grandes acionistas, que levaram a recentes negociações com credores.

A Alvarez & Marsal apresentou proposta formal à Anatel nesta sexta e o regulador registrou o recebimento, disse uma terceira fonte com conhecimento direto do assunto. O calendário das propostas da Price e da Deloitte não ficou clara.

A Price tem pouca experiência com serviços de administração judicial no Brasil. Mas "um caso como a Oi poderia ser uma boa oportunidade para estrear", disse uma das fontes.

A KPMG também pode concorrer pelo mandato, mas fez auditoria externa para a Oi, o que as fontes disseram que pode significar um conflito de interesses.

A Deloitte atuou como auditora externa da Portugal Telecom SGPS, que se fundiu em 2013 com a Oi. A Deloitte foi depois substituída pela KPMG, segundo documentos da Portugal Telecom.

Um administrador nomeado para gerir a recuperação judicial tem o direito a uma taxa equivalente a até 5 por cento da dívida a ser reestruturada sob a lei de falências. O trabalho é processar e organizar as informações do caso para o juiz.

Dada a escala sem precedentes do caso Oi, tem havido especulação de que o juiz Fernando Viana, que coordena o caso, possa nomear dois tribunais administradores, disseram as fontes.

Alvarez, Price, Deloitte e KPMG se recusaram a fazer comentários.

Por Ana Mano; com reportagem adicional de Tatiana Bautzer

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below