Investimento em casas online de empréstimos recua 44% por fuga de risco

sexta-feira, 29 de julho de 2016 13:44 BRT
 

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - Investimentos em plataformas online de empréstimo caíram acentuadamente neste ano, principalmente em reação a preocupações vinculadas à Lending Club e aumento de regulamentação que fizeram investidores se afastarem de riscos, afirma uma pesquisa.

Os investimentos em companhias de empréstimo online caíram 44 por cento, de 3,8 bilhões de dólares para 2,1 bilhões de dólares, no primeiro semestre sobre a segunda metade do ano passado, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira pela PitchBook Data, um banco de dados de investidores de risco que acompanha transações e valores de ativos.

As empresas de empréstimo online formam um grupo diverso de pessoas físicas e companhias que podem conceder empréstimos diretamente pela Internet ou conectarem um tomador a quem concede o empréstimo, geralmente um banco de investimento. Estas empresas normalmente usam dados e tecnologia para avaliar o risco do tomador.

Apesar de o investimento no setor estar mais forte que em qualquer ponto de 2014, o entusiasmo está diminuindo: os investimentos no segundo trimestre deste ano tiveram o ritmo mais lento desde o segundo trimestre de 2015.

Os desafios criados pela Lending Club durante o segundo trimestre, quando o presidente da empresa renunciou após revelações de que os empréstimos foram vendidos irregularmente e documentação foi falsificada, contribuíram para a relutância dos investidores.

As empresas de empréstimos online levantaram um total de 12,6 bilhões de dólares em 463 operações desde 2011, segundo a PitchBook. Os investimentos atingiram um pico em 2015, a 5,2 bilhões de dólares distribuídos em 132 transações.

Mas muitas destas empresas estão tendo que lidar com queda nos volumes de empréstimos e perda de compradores de financiamentos concedidos. Algumas plataformas cortaram padrões de empréstimo em um esforço para ampliar as concessões, mas isso levou a mais calotes nos pagamentos.

(Por Heather Somerville)