Lojas Americanas vê pouco espaço para aumento de preços no 2º semestre

sexta-feira, 12 de agosto de 2016 18:18 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Lojas Americanas vê pouco espaço para alta de preços no segundo semestre, apesar da pressão de alguns fornecedores para reajustes, dado o cenário macroeconômico ainda desafiador no país.

"A pressão existe dado o movimento inflacionário..., mas trabalhamos com a visão de que nossos clientes não têm condições de absorver mais aumento de preços", disse o diretor financeiro e de relações com investidores da varejista, Murilo Corrêa.

Em teleconferência com analistas, ele afirmou que a companhia tem procurado rigorosamente não permitir os repasses ou minimizar o impacto nas negociações com fornecedores.

Ainda assim, Corrêa reiterou seu otimismo com a segunda metade do ano, com eventos relevantes como Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal destacando que a varejista tem um componente sazonal importante.

"Temos tudo para fazer um excelente segundo semestre", disse, argumentando que a evolução do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia mostra que a empresa está na direção correta.

A varejista fechou o primeiro semestre com Ebitda consolidado ajustado de 1,12 bilhão de reais, alta de 17,4 por cento na base anual, com a margem subindo a 14,2 por cento.

O comportamento da margem chamou a atenção dos analistas, com a varejista atribuindo a alta a uma conjugação de fatores, como aperfeiçoamento de processos, particularmente do ponto de vista logístico que ajuda no sortimento de produtos nas lojas.

A antecipação de pagamento a fornecedores também foi citada como componente para a evolução da margem. "Essas operações de antecipação geram oportunidades comerciais e isso certamente ocorreu", explicou o executivo.   Continuação...