Redes de TV dos EUA expandem serviços sob demanda para enfrentar perda de audiência

segunda-feira, 22 de agosto de 2016 16:05 BRT
 

LOS ANGELES (Reuters) - Emissoras de televisão dos Estados Unidos estão ampliando ofertas de vídeos sob demanda em uma batalha para impedir que a audiência opte por serviços de transmissão de vídeo como os oferecidos por empresas como a Netflix.

As redes de TV querem que os consumidores continuem utilizando os serviços a cabo e por satélite, que fornecem sua maior fonte de receita. Os canais a cabo, por exemplo, receberão 52,7 bilhões de dólares em taxas pagas por operadoras de televisão por assinatura este ano, mais da metade da receita total, de acordo com dados da SNL Kagan.

Para atender ao interesse dos consumidores por serviços de streaming, as redes estão prometendo um aumento significativo do acesso sob demanda aos episódios de temporadas atuais de programas através de seus sites, aplicativos e aparelhos de TV paga.

"Poder acompanhar (os programas) é claramente importante", disse o presidente de entretenimento da CBS, Glenn Geller, em uma entrevista. "Os fãs desejam assistir seus programas quando quiserem."

Os assinantes de TV por assinatura normalmente podem assistir apenas os cinco episódios mais recentes de um programa enquanto a temporada está em andamento, enquanto os serviços de transmissão normalmente só oferecem temporadas completas após o fim de cada uma. Isto deixa os espectadores que perderam um determinado episódio da temporada atual sem opção que não seja a compra dele em plataformas como o iTunes, da Apple.

As emissoras de televisão concluíram que mais acesso aos espectadores podem ser bom para os negócios, disse Alan Wurtzel, presidente de pesquisa e desenvolvimento de mídia da NBCUniversal. Em uma pesquisa, 54 por cento das pessoas disseram que não vão começar a assistir a um seriado de TV se não tiverem assistido a todos os episódios anteriores.

"Isso é o que as pessoas querem e nós temos que descobrir um jeito de dar isso para elas", afirmou Wurtzel.

(Por Lisa Richwine)