Equador admite estar limitando acesso de Assange a internet em Londres

quarta-feira, 19 de outubro de 2016 10:05 BRST
 

Por Alexandra Valencia

QUITO (Reuters) - O governo do Equador admitiu na terça-feira que restringiu parcialmente o acesso de internet de Julian Assange, fundador do WikiLeaks que mora na embaixada do país sul-americano em Londres desde meados de 2012.

O WikiLeaks disse que Assange ficou sem conectividade no domingo, o que levou à especulação de que o Equador pode estar sofrendo pressão dos Estados Unidos devido ao fato do grupo ter publicado material hackeado ligado à candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton.

Em comunicado, o governo equatoriano informou que a decisão do WikiLeaks de divulgar documentos que afetam a eleição dos EUA foi de sua inteira responsabilidade, e que a nação sul-americana não cedeu à pressão de qualquer outra.

"Com respeito a isso, o Equador, exercitando seu direito soberano, restringiu temporariamente o acesso a parte de seus sistemas de comunicação em sua embaixada do Reino Unido", acrescentou em comunicado.

"O governo do Equador respeita o princípio de não-intervenção em assuntos de outros países, não interfere em processos eleitorais em andamento, nem apóia qualquer candidato em especial".

Anteriormente na terça-feira, o Departamento de Estado dos EUA disse não ter nenhum papel na restrição ao acesso de internet de Assange.

 
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na varanda da embaixada do Equador em Londres. 05/02/2016  REUTERS/Peter Nicholls/File Photo