Google provavelmente não exercerá opção quanto a AOL

terça-feira, 1 de julho de 2008 16:28 BRT
 

Por Kenneth Li

NOVA YORK (Reuters) - A partir de hoje, o Google, que detém participação acionária de cinco por cento na America Online, da Time Warner, tem o direito de forçar o conglomerado de mídia a colocar sua divisão de Internet no mercado.

Mas os investidores da Time Warner não deveriam esperar com ansiedade demais se imaginam que isso possa representar uma oportunidade para que o grupo de mídia enfim de livre do legado de sua desastrosa fusão com a companhia de Internet, em 2001, que na época foi caracterizada como "o negócio do século."

Uma cláusula no acordo de aquisição da participação acionária que o Google detém na American Online, fechado em 2005, oferece ao líder das buscas na Internet o direito de forçar uma oferta pública das ações da empresa ou uma recompra pelo valor de mercado a partir de 1o de julho de 2008.

Mas, dadas as cotações atuais, o Google perderia cerca de 500 milhões de dólares caso a America Online fosse levada ao mercado, estimam os analistas.

O valor de mercado de 20 bilhões de dólares atribuído à America Online, estabelecido quando do investimento de um bilhão de dólares realizado pelo Google, foi reduzido em até 10 bilhões de dólares, de acordo com algumas projeções.

"Sob as atuais condições de mercado e estratégicas, é improvável que o Google queira mexer com a situação", disse Jeffrey Lindsay, analista da Bernstein Research.

Analistas e investidores também dizem que o Google está desfrutando de receita anual de entre 70 milhões e 80 milhões de dólares gerada pela America Online para seus serviços de publicidade vinculada a buscas, e que é improvável que deseje o risco de a empresa trocá-lo por um dos provedores rivais desse tipo de serviço.

A data de 1o de julho estava sendo vista meses atrás como um catalisador para que o conselho da Time Warner acelerasse as discussões quanto à cisão ou venda da America Online a qualquer parte interessada -entre as quais Yahoo, Microsoft e News Corp. .

Isso acontecia porque situação semelhante surgiu quando a Comcast tentou resolver a questão de sua participação de 21 por cento na Time Warner Cable, em 2003.

As empresas concordaram em adquirir e dividir os ativos da Adelphia, uma operadora de cabos em concordata, e o acordo levou a uma cisão parcial da Time Warner Cable.