Fusão de Oi e Brasil Telecom não é estatização, diz Costa

terça-feira, 2 de outubro de 2007 00:08 BRT
 

FLORIANÓPOLIS (Reuters) - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou na noite de segunda-feira que o governo "não é obstáculo" a uma eventual fusão das operadoras Oi (antiga Telemar) e Brasil Telecom, e que o eventual interesse de Brasília na união das duas empresas não é uma tentativa de estatização.

"Esse foi um assunto que foi interpretado equivocadamente como uma tentativa de estatização, o que não é verdade", disse Costa a jornalistas, após a abertura da feira de telecomunicações Futurecom.

O ministro afirmou que a união das operadoras não seria uma estatização porque a maioria das ações das empresas está com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com fundos de pensão.

Questionado se o governo estaria trabalhando ativamente para uma fusão das empresas, Costa respondeu: "Nós estamos aguardando um aceno das empresas para que a gente possa se manifestar novamente. Eu acho que elas têm que dizer se estão interessadas".

"Se elas (operadoras) quiserem fazer isso, nós não somos obstáculo", acrescentou.

Em junho, a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil e que tem participação significativa nas duas empresas, defendeu a fusão entre as operadoras num cenário de consolidação internacional no setor.

"Se houver flexibilização da regulação, abre oportunidade para as duas empresas, abre a possibilidade de integrar as empresas e gerar valor para o negócio", afirmou na ocasião o presidente da Previ, Sérgio Rosa.

O ministro também aproveitou a solenidade para pressionar as operadoras de telefonia móvel a reduzirem os preços nas ligações dos telefones pré-pagos, que hoje correspondem a cerca de 80 por cento da base de usuários do país. Ele também defendeu a ampliação para pelo menos um ano da validade dos créditos dos cartões pré-pagos.

"Eu acho que o Brasil talvez seja o único país do mundo em que uma chamada pré-paga é cinco vezes mais cara que o pós-pago", disse Costa, afirmando que vai convidar as operadoras para discutir os problemas com o ministério.   Continuação...