Microsoft oferece US$44,6 bi para adquirir Yahoo

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008 20:14 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - A Microsoft apresentou uma oferta não solicitada de aquisição do Yahoo por 44,6 bilhões de dólares em dinheiro e ações, em um esforço para unir as forças das duas empresas contra o Google. A transação seria a maior do setor de Internet desde a fusão entre Time Warner e America Online.

Em sua mais ousada tentativa de aquisição até hoje, a Microsoft anunciou na sexta-feira oferta de 31 dólares por ação do Yahoo, um ágio de 62 por cento com relação ao preço de fechamento das ações do grupo de Internet na Nasdaq, quinta-feira.

O Yahoo, cujas ações subiram a 30,75 dólares em transações posteriores ao fechamento do pregão, anunciou que avaliaria a oferta.

As ações da Microsoft, cuja capitalização de mercado atinge os 300 bilhões de dólares, caíram em seis por cento, para 30,78 dólares.

Há especulações sobre uma possível oferta da Microsoft pelo Yahoo circulando há um ano, já que muitos investidores imaginam se não seria vantajoso para duas formar uma união contra o cada vez mais poderoso Google.

A comScore, que mede a audiência de Internet, estima que a participação do Google no mercado mundial de buscas na Web subiu a 77 por cento, enquanto o Yahoo fica em segundo lugar, com 16 por cento, e a Microsoft ocupa um distante terceiro posto com 3,7 por cento.

"A Microsoft desejava fazer alguma coisa que reforçasse dramaticamente suas operações online", disse Brendan Barnicle, analista da Pacific Crest Securities. "Essa será uma grande aposta para eles. Mas creio também que é a direção em que vêem o mercado avançando, e precisam estar lá."

"A oferta é mais que uma ameaça ao Google, porque unir o segundo e o terceiro colocado no mercado de buscas os tornaria muito mais relevantes", ele acrescentou.

Os críticos da fusão, no entanto, apontam para as grandes diferenças na cultura empresa das duas empresas, e para a sobreposição de muitas de suas áreas de atuação, das mensagens instantâneas ao e-mail e publicidade, além de sites de notícias, viagens e finanças.

"Para mim, o ágio parece exorbitante, em um negócio em queda. Não vejo como a sinergia entre Yahoo e Microsoft permitiria que eles enfrentem o Google", disse Tim Smalls, diretor de operações norte-americanas da corretora de ações Execution.