Oi terá quarto trimestre de forte investimento e lançamentos

quinta-feira, 1 de novembro de 2007 14:32 BRST
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo de telecomunicações Oi terá um quarto trimestre agitado, concentrando cerca de 40 por cento do total de investimentos que a companhia pretende fazer até o fim do ano.

A atenção estará voltada para a expansão da rede de banda larga, participação no leilão de licenças celulares de terceira geração (3G) em dezembro e anúncio, em uma semana, de detalhes dos futuros serviços de televisão pela Internet e pelo celular.

Dos 2,1 bilhões de reais de investimentos planejados para este ano, cerca de 800 milhões serão injetados neste trimestre, disse nesta quinta-feira o diretor financeiro da Oi, José Luís Salazar, a jornalistas. A empresa divulgou na véspera aumento de 136 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre [ID:nN01368486].

"A gente tem interesse na nossa região e em São Paulo", disse o executivo a respeito do leilão de 3G, tecnologia que permite serviços avançados no celular, como videoconferência. A Oi opera em 16 Estados do Norte, Nordeste e Sudeste. O valor a ser desembolsado na compra das licenças não está incluído na projeção de investimento anual.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou na quarta-feira que operadoras façam uso de frequências destinadas ao celular convencional para antecipar a 3G. Na lista de interessados, rivais da Oi, como Claro e TIM, que já pediram autorização à agência reguladora.

Salazar não vê motivo de preocupação com eventual atraso da Oi diante da concorrência. "Essa diferença de tempo será pequena para dar uma vantagem competitiva muito grande", afirmou. Ele considera improvável a chegada de novos grupos de telefonia no país a partir do leilão.

"A gente já sabe que quem já está aqui vai participar. Agora, se outros players vão participar única e exclusivamente na 3G, em um mercado que já é muito competitivo, é algo muito difícil."

Para expansão de clientes de banda larga, a empresa planeja dobrar a base de cidades atendidas das cerca de 200 atuais para 400 em 2008.   Continuação...