De quantos "cérebros" um computador precisa?

quinta-feira, 3 de julho de 2008 14:40 BRT
 

Por Duncan Martell

SAN FRANCISCO (Reuters) - De quantos "cérebros" seu computador precisa, afinal? Não que comprar um computador tenha sido algum dia tão fácil quanto comprar, digamos, uma torradeira ou escova de dentes elétrica, mas as empresas que fabricam os microprocessadores dos PCs atuais conseguiram complicar ainda mais o processo.

No passado, a Intel, maior fabricante dos chips do mundo, e sua rival AMD vendiam aos fabricantes de computadores novas versões dos mesmos chips, capazes de velocidades cada vez maiores.

Até onde interessava aos consumidores, a Intel produzia chips Pentium e a AMD produzia chips Athlon. Mas isso deixou de ser o caso há algum tempo e nos últimos anos as escolhas de que os consumidores dispõem ao sair em busca de um computador para comprar dispararam.

Com os jogos de computadores ganhando mercado e mais pessoas produzindo e editando imagens digitais e filmes caseiros, os computadores pessoais agora podem se vangloriar de microprocessadores com dois e quatro núcleos, ou "cérebros", e em breve esse número deve crescer ainda mais.

Mas será que o consumidor comum precisa desses chips superpoderosos?

"Essa é uma questão interessante", disse Tim Bajarin, veterano analista de tecnologia e consultor da Creative Strategies. "Se a questão básica é de produtividade em termos de acesso à Web, processamento de texto e emails, não é necessária tanta potência. Um processador de núcleo duplo é bom o bastante."

Os processadores de núcleo duplo tem dois cérebros, em lugar de um. A Intel vende processadores Pentium e Core de núcleo duplo, bem como processadores de núcleo quádruplo para usos mais complexos, como edição de vídeos de alta definição ou jogos com recursos gráficos intensivos.

"Se você analisar friamente, os processadores básicos de entre 1,3 e 1,6 gigahertz são mais que suficientes", disse Bajarin, dizendo que eles permitem assistir a um vídeo no YouTube ou programa de TV online, ainda que a qualidade do vídeo não seja semelhante à da TV comum, muito menos da TV de alta definição.   Continuação...