Computador vence barreira da classe D no início de 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008 18:45 BRT
 

Por Alberto Alerigi Jr. e Maurício Savarese

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de computadores no Brasil chegaram em março a uma nova fronteira: a classe D. Segundo o presidente da maior fabricante de PCs e notebooks do Brasil, a Positivo Informática, Hélio Rotenberg, a classe C também já está conseguindo arcar com prestação de um computador melhor. E isso está acontecendo uniformemente em todo o país, segundo o executivo.

"Já estamos pegando uma pontinha da classe D (na venda de computadores), já tem empregada doméstica comprando computador, o autônomo que ganha 800 reais também", disse Rotenberg durante entrevista no Reuters Latin America Investment Summit.

"Está sobrando dinheiro para as famílias de classe C e elas estão comprando computador. O tíquete médio subiu neste mês de março impressionantemente", afirmou. A chamada classe C é formada por famílias com renda média de cerca de 1.000 reais por mês.

Segundo ele, as famílias estão aproveitando sobra de orçamento para optarem por modelos de computadores mais sofisticados, com telas de cristal líquido (LCD) de 19 polegadas.

"Temos um modelo de 1.799 reais, um computador completo com (monitor de) 19 polegadas e LCD. Vendeu uma quantidade em março absolutamente fora de qualquer padrão, com parcela de 79 reais. O cara que iria comprar pela parcela de 59 reais, já se dá ao luxo de escolher um computador com prestação de 79 reais", afirmou o executivo.

O Brasil avançou no ranking mundial de vendas de computadores em 2007, passando da sétima para a quinta posição, com vendas de 10,7 milhões de PCs entre desktops e notebooks. Esse volume, representou um salto de 38 por cento sobre as vendas de 2006, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado IDC.

A companhia prevê para 2008 "outro excelente ano para o consumo de PCs no país". Para Rotenberg, o mercado brasileiro crescerá em média 30 por cento ao ano nos próximos quatro anos.

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