Ordem judicial contra YouTube gera temores por privacidade

sexta-feira, 4 de julho de 2008 13:11 BRT
 

Por Kenneth Li e Eric Auchard

NOVA YORK/SAN FRANCISCO (Reuters) - Um juiz nos Estados Unidos ordenou que o Google entregue à Viacom dados dos usuários do YouTube, o que gerou críticas dos defensores da privacidade na quinta-feira, em um processo decisivo sobre a pirataria de vídeos online.

A Viacom, proprietária do estúdio cinematográfico Paramount e da MTV, solicitou a informação como parte do processo de 1 bilhão de dólares por violação de direitos autorais que apresentou contra o site de compartilhamento de vídeos YouTube e seu proprietário, o Google .

O juiz ordenou na terça-feira que o Google entregue como prova uma base de dados que inclui nomes de usuários do YouTube, que vídeos foram vistos e os endereços de Internet dos computadores.

Ativistas a favor da privacidade da fundação Electronic Frontier afirmaram em um blog que a ordem "ameaça expor informações profundamente particulares" e viola uma lei federal de 1988.

Representantes de ambas as empresas disseram estar em busca de uma forma de cumprir as ordens judiciais de fornecer informações sobre os vídeos garantindo a segurança dos dados privados.

A Viacom respondeu em comunicado que precisa dos dados para demonstrar formas de pirataria em vídeo que são a base de seu processo contra o YouTube.

Contudo, tentou acalmar os temores sobre privacidade afirmando que não tem interesse de identificar os usuários individuais.

"Qualquer informação que nós ou nossos assessores obtenham...será usada exclusivamente como prova em nosso caso contra o YouTube e o Google, que será direcionado de acordo com uma ordem judicial de proteção e de forma confidencial", afirmou a empresa.

Catherine Lacavera, assessora judicial do Google de longa data, indicou que a empresa esperava resolver o assunto com rapidez, equilibrando a necessidade de provas da Viacom e outras solicitações do caso "com espaço para a privacidade dos usuários".

"Pediremos à Viacom que respeite a privacidade dos usuários e nos permita editar os dados que contenham os nomes de usuários e endereços de Internet antes de entregarmos o acordo ao tribunal", adiantou.