5 de Setembro de 2008 / às 17:51 / 9 anos atrás

Spore criará novos mundos e negócios para Electronic Arts

Por John Gaudiosi

RALEIGH, Estados Unidos (Reuters) - O videogame Spore, da Electronic Arts, oferece aos jogadores a chance de criarem novos mundos e talvez novas linhas de negócios para a produtora de jogos.

O título, que permite que os jogadores guiem a evolução de suas criaturas, é obra de Will Wright, o homem por trás da série de jogos The Sims. A franquia é baseada na criação de pessoas virtuais e se multiplicou em uma série de títulos correlatos e expansões que geraram vendas de mais de 100 milhões de unidades no mundo todo.

Billy Pidgeon, analista do setor de videogames da IDC, acredita que Spore será um sucesso global com chance de superar a franquia The Sims.

"Este título tem um potencial de bilhões de dólares", disse ele. O analista espera uma série de jogos correlatos e sites de fãs e produtos, como camisetas com imagens das criaturas desenvolvidas pelos jogadores, que devem impulsionar o valor do jogo.

Os jogadores aguardaram por cinco anos para porem as mãos em Spore, que deve ser finalmente lançado na América do Norte em 7 de setembro, depois de lançamentos na Europa e América do Sul. A EA investiu 50 milhões de dólares no desenvolvimento do título, segundo estimativa de Michael Pachter, analista de videogames da Wedbush Morgan Securities.

Pachter estima que a EA despache ao atacado 3 milhões de cópias de Spore arrecadando 120 milhões de dólares e espera que a companhia venda 2 milhões de unidades este ano. Com um ponto de equilíbrio na casa dos 1,7 milhão de unidades, a EA está posicionada para ter nas mãos uma nova franquia importante.

"Economicamente, este ano não será muito forte por conta do custo da produção, mas eles fizeram uma aposta grande de que este jogo resultará dividendos por anos", disse o analista.

DINHEIRO REAL NO MUNDO VIRTUAL

O presidente-executivo da EA, John Riccitiello, afirmou em uma conferência do Citigroup em Nova York que "o potencial de microtransações de Spore é enorme", referindo-se à venda de novos itens virtuais e mesmo de planetas online em troca de dinheiro real.

O criador Wright chama Spore da primeira experiência mundial "maciça de um único jogador" porque cada nova criação Spore pode ser enviada para os bancos de dados da EA e usada para povoar mundos de outros jogadores.

A EA deu uma pista da cara do jogo com o lançamento em 17 de junho da ferramenta "Spore Creature Creator", um minigame de 10 dólares que gerou a criação de 3,3 milhões de seres enviados ao site Spore.com

Mas a evolução pode atingir um beco sem saída.

"Obviamente, os jogadores que esperaram todo esse tempo por Spore provavelmente amarão cada segundo dele", disse Chris Buffa, editor sênior do AOL GameDaily. "Essas pessoas passarão horas criando monstros e povoando o espaço."

"Dito isso, poucos jogos que demoram tanto para chegar sobrevivem à ansiedade da estréia e há uma possibilidade de que o que essas pessoas pensam que Spore seja, baseado em toda a euforia antes do lançamento, fique aquém do produto final."

A EA está se aproveitando de várias possibilidades, tentando atingir a maior audiência possível. Além da versão para PCs do jogo de 50 dólares, o pacote "Spore Galactic Edition" (80 dólares) vem com um pôster, dois documentários sobre o jogo e um livro capa dura de 128 páginas com desenhos do game.

Além disso, a EA vai lançar uma versão para o portátil DS da Nintendo, chamada "Spore Creatures" (30 dólares), e também "Spore Origins", para celulares. Versões para consoles domésticos também devem surgir no futuro.

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