Lucro da Reuters cresce em 2007 e empresa vê bom início de 2008

quinta-feira, 6 de março de 2008 13:57 BRT
 

Por Gavin Haycock

LONDRES (Reuters) - O grupo de notícias e informações financeiras Reuters anunciou nesta quinta-feira que o lucro de 2007 cresceu para 385 milhões de libras (762 milhões de dólares). A empresa também informou que o ano de 2008 iniciou de maneira positiva.

"As primeiras indicações de 2008 são encorajadoras, apesar do ambiente incerto do mercado, com fortes vendas refletindo a robustez do conjunto de negócios da Reuters", afirmou a companhia em comunicado.

O faturamento do primeiro trimestre deve ser cerca de 9 por cento maior, informou a empresa.

A receita para o ano encerrado em dezembro avançou 7 por cento, para 2,605 bilhões de libras. Pesquisa da Reuters Estimates com 10 analistas indicava previsão média de faturamento de 2,608 bilhões de libras.

A Reuters está sendo adquirida pelo grupo canadense Thomson em um acordo que será completado em 17 de abril.

Em 29 de fevereiro, a Reuters havia previsto que o lucro antes de juros e impostos não ficaria inferior a 380 milhões de libras. A companhia informou que o número foi 25 por cento maior se comparado ao lucro de 308 milhões de libras obtido em 2006.

O presidente-executivo da Reuters, Tom Glocer, que comandará a companhia resultante do acordo com a Thomson, informou que a performance da Reuters se beneficiou de sua exposição relativamente limitada a áreas de bancos de investimentos como empréstimos alavancados, hipotecas e operações com renda fixa, onde grandes cortes de empregos ocorreram.

Os negócios da Reuters com câmbio, commodities, energia e mercados emergentes "têm sido áreas realmente boas para nós", disse Glocer em teleconferência com jornalistas.

Analistas da Numis Securities disseram que os negócios com assinaturas de serviços da Reuters devem se manter bem em 2008, apesar de serem claramente suscetíveis ao declínio da indústria de serviços financeiros em 2009 e 2010.

O vice-presidente de operações da Reuters, Devin Wenig, afirmou que a venda de vários bancos de dados financeiros, exigida por autoridades de defesa da concorrência como parte da aprovação para o acordo com a Thomson, atraiu "forte interesse de uma série de grupos".