IBM avança em tecnologia de supercomputador

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 15:16 BRST
 

FRANKFURT (Reuters) - A IBM anunciou nesta quinta-feira que obteve um avanço na conversão de sinais elétricos em pulsos luminosos que trás para mais perto o dia em que a supercomputação, que hoje precisa de enormes máquinas, possa ser realizada em um único chip.

Em pesquisa publicada no periódico científico Optics Express, a IBM informou que alcançou um ponto importante na pesquisa que tenta conectar centenas ou milhares de núcleos de processamento de dados em um único chip por meio da eliminação dos caminhos metálicos que são necessários atualmente para interligá-los.

A indústria de semicondutores está evoluindo para processadores com múltiplos núcleos que ocupam menos espaço que múltiplos chips de núcleo simples. Porém, esses processadores consomem quantidade significativa de energia e produzem muito calor --fatores que estão impedindo a evolução do poder de processamento dos chips.

O microprocessador Cell, da IBM, que equipa o videogame PlayStation 3, da Sony, é um dos chips mais avançados atualmente e possui nove núcleos de processamento.

Usando luz em vez de condutores metálicos para enviar informação entre os núcleos por meio de um modulador eletro-óptico Mach-Zehnder, a IBM conseguiu velocidades de processamento 100 vezes maiores que chips que usam conexões metálicas para um consumo de energia 10 vezes menor, segundo a empresa.

O novo modulador desenvolvido pela IBM é 100 a 1.000 vezes menor que moduladores comparáveis desenvolvidos anteriormente, o que abre caminho para uma significativa redução de custo, consumo de energia e dissipação de calor e aumento de banda de tráfego de dados.

"Assim como redes de fibra óptica permitiram a rápida expansão da Internet ao possibilitar que os usuários troquem enormes quantidades de informação, a tecnologia da IBM está permitindo capacidades semelhantes ao chip do computador", afirmou em comunicado o cientista líder do projeto, Will Green.

A IBM sustenta que os futuros supercomputadores em chips consumirão tão pouca energia quanto uma lâmpada, ante os atuais supercomputadores que precisam de energia suficiente para atender centenas de residências.

(Por Georgina Prodhan)