Estudo japonês afirma que uso de celular não causa câncer

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 09:48 BRST
 

LONDRES (Reuters) - O uso de telefone celular não aumenta as chances de se desenvolver câncer cerebral, afirma um novo estudo japonês, o primeiro a considerar o efeito da radiação em diferentes partes do cérebro.

A descoberta soma-se às muitas evidências até o momento de que celulares não são prejudiciais à saúde.

Cientistas da Universidade Médica da Mulher de Tóquio compararam o uso de telefones em 322 pacientes com câncer cerebral com 683 pessoas saudáveis e descobriu que o uso regular do celular não afeta significativamente a probabilidade de se desenvolver câncer no cérebro. Eles ainda estudaram a radiação emitida de diferentes tipos de aparelhos para avaliar o efeito em diferentes áreas do cérebro.

"Usando nossas novas técnicas recentemente desenvolvidas e mais precisas, não descobrimos associação entre telefones celulares e câncer, oferecendo mais evidências para sugerir que eles não causam câncer cerebral", afirmou Naohito Yamaguchi, que conduziu a pesquisa.

As descoberta de sua equipe foram publicadas no British Journal of Cancer.

Cientistas pelo mundo têm monitorado os efeitos de campos de rádio-frequência na saúde humana há cerca de 60 anos.

As preocupações públicas sobre a segurança dos telefones celulares têm aumentado conforme adultos e crianças os utilizam mais frequentemente, embora todas as evidências até agora terem apontado que a tecnologia é segura.

Apesar do estouro no uso desses aparelhos pelo mundo desde os anos 1980, o número de casos de câncer cerebral pouco se alterou.

Poucos estudos têm mostrado uma ligação entre celulares e câncer, mas a maioria não encontrou associação. O maior estudo feito até agora, envolvendo 420 mil pessoas, não mostrou relação com qualquer tipo de câncer, mesmo após 10 anos de uso.

"Até hoje, os estudo não mostraram evidências de que o uso de celulares seja prejudicial, mas não podemos ter certeza absoluta sobre seus efeitos no longo prazo. As pesquisas ainda avançam", afirmou Lesley Walker, diretor de informação do câncer da Cancer Research, no Reino Unido.