7 de Dezembro de 2007 / às 15:59 / 10 anos atrás

Nova loja da Apple aposta em especialistas e "gênios" em Mac

Por Franklin Paul e Scott Hillis

NOVA YORK/SAN FRANCISCO (Reuters) - Na nova loja da Apple em Manhattan, os “gênios” e “concierges” que atendem os clientes com sorrisos são tão importantes quanto os iPods e computadores Mac exibidos.

A loja, a segunda maior da Apple nos Estados Unidos, tem todo um piso dedicado ao atendimento ao consumidor e assistência técnica, um dos focos da empresa e fator que ajudou a elevar seus lucros.

“O que as lojas Apple oferecem aos seus clientes é um lugar ao qual podem ir para ver e manipular os produtos e, mais importante, conversar com alguém que conhece os produtos intimamente”, disse Tim Bajarin, presidente da consultoria Creative Strategies.

“Isso simplesmente não existe, no lado dos PCs. Não se consegue uma experiência semelhante na Best Buy ou na Circuit City ”, disse Bajarin.

A Apple enfrentou pesadas críticas ao abrir suas lojas, em 2001, porque muitos analistas não compreendiam o interesse da empresa em entrar em um negócio desconhecido.

No entanto, a estratégia deu resultado. As lojas Apple obtiveram 1,25 bilhão de dólares em receita no mais recente trimestre fiscal da empresa, 42 por cento acima do registrado no mesmo período do ano anterior, e responderam por um quinto do faturamento total do grupo.

Existem mais de 200 lojas Apple, em cinco países, e a Apple anunciou em outubro que planeja abrir 40 novas unidades no ano que vem, entre as quais sua primeira loja na China.

A loja nova, a terceira em Nova York, dedica todo um piso à assistência técnica, consultas individuais e “pro labs” (aulas sobre como usar computadores da Apple).

Seu “balcão dos gênios”, com 14 metros de comprimento, pode atender 100 clientes por hora, e a loja tem 50 por cento mais espaço para assistência técnica e instrução de clientes do que qualquer outra unidade da cadeia da Apple.

“Nós realmente gostamos de começar nosso trabalho no ponto em que as outras lojas costumam encerrar uma transação”, disse Ron Johnson, o vice-presidente sênior que comanda a estratégia de varejo da Apple, à Reuters, durante um briefing a jornalistas na quinta-feira.

Conhecidas pelo estilo limpo e minimalista, as lojas da Apple atualmente são consideradas por analistas como um modelo no varejo de produtos eletrônicos.

A Apple adotou novas tecnologias como computadores de mão dotados de escaners que permitem aos clientes fecharem compras sem terem que ficar em filas diante de um caixa. Os consumidores também podem agendar um horário com um “gênio em Mac” para resolver problemas ou com um “personal shopper” para ter ajuda na escolha de produtos.

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