Com reorganização, presidente da TIM acumula 3 cargos

quinta-feira, 7 de agosto de 2008 16:08 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - O conselho da TIM aprovou o início de uma reorganização para promover um alinhamento mais forte com a matriz Telecom Italia e redirecionar a companhia para novos segmentos, como a terceira geração (3G). No processo, o atual presidente da operadora no país, Mario Cesar Pereira de Araujo, vai acumular três cargos, mas ele salienta que em dois deles a situação é interina. "Só não sou interino na presidência", brincou o executivo em teleconferência com jornalistas nesta quinta-feira.

O cargo de diretor-geral, por exemplo, passa a ser acumulado por ele, mas em breve vai deixar de existir. Antes, o posto era ocupado por Francesco Saverio Locati, que volta à Itália para um cargo na matriz.

Araujo informou que "o objetivo é manter elevado nível de controle, reduzir a profundidade da estrutura e dar foco nos novos segmentos, especialmente na área técnica e operacional".

Para substituir Gianandrea Castelli Rivolta, o conselho decidiu eleger Claudio Zezza para o cargo de diretor financeiro e de relações com investidores. Mas enquanto não forem obtidas as autorizações necessárias para a efetiva posse do executivo italiano, a função será exercida interinamente por Araujo.

Outra mudança foi a escolha de Beniamino Bimonte para o cargo de diretor de recursos humanos. Como o executivo italiano também depende dos trâmites de imigração, o posto será ocupado interinamente pela diretora jurídica, Lara Ribeiro Piau Marques.

Bimonte foi responsável pelo desenvolvimento gerencial em recursos humanos na Telecom Italia, enquanto Zezza foi responsável pelo planejamento e controle para atividades de telefonia fixa das subsidiárias da empresa italiana.

Araujo afirmou aos jornalistas que "é natural em uma multinacional fazer trocas periódicas dos executivos, com perfis adequados a cada foco que ela deseja dar no período". Ele ressaltou, no entanto, que "os acionistas têm depositado confiança em todo o quadro" e que "não há mais previsões de mudanças".