7 de Agosto de 2008 / às 13:17 / em 9 anos

Agências virtuais de viagem se preocupam com encolhimento aéreo

<p>Avi&otilde;es da companhia a&eacute;rea Lufthansa no aeroporto de Frankfurt. Ag&ecirc;ncias online de viagem podem enfrentar uma queda brusca no n&uacute;mero de reservas dom&eacute;sticas ainda em 2008, quando as companhias a&eacute;reas norte-americanas cortarem o n&uacute;mero de passagens &agrave; venda. Photo by Alex Grimm</p>

Por Kyle Peterson

CHICAGO (Reuters) - Agências online de viagem, depois de crescimento rápido por anos, podem enfrentar uma queda brusca no número de reservas domésticas ainda em 2008, quando as companhias aéreas norte-americanas cortarem o número de passagens à venda.

As três agências de viagem online (OTAs, na sigla em inglês) que têm ações negociadas no mercado --Expedia Inc, Orbitz Worldwide Inc e Priceline.com Inc -- advertiram que o encolhimento das companhias aéreas poderia afetar outros negócios do ramo de viagem.

Nenhuma delas previu um impacto específico em sua indústria, mas pelo menos um especialista diz que as implicações são claras.

"Nós esperamos que afete as OTAs porque o corte de passagens pode levar a preços mais altos do setor aéreo, o que pode impedir viagens", disse Marianne Wolk, analista do Susquehanna Financial Group.

Cortes de capacidade certamente afetarão as vendas de viagens domésticas, acrescentou ela. "Deve haver um impacto negativo secundário nas viagens de forma geral."

O problema surge de uma crise no setor aéreo resultante do aumento do preço de combustíveis, que provocaram perdas trimestrais bruscas para as companhias aéreas.

As principais empresas, como a American Airlines e a United Airlines, reagiram enxugando os negócios ao cortar custos e aplicar taxas mais altas.

A American prometeu cortar a capacidade doméstica em até 12 por cento no quarto trimestre, enquanto a United disse que cortaria a capacidade principal no quarto trimestre em até 16,5 por cento.

As companhias aéreas também têm enfurecido os passageiros ao cobrar taxas por serviços ou itens como bebidas durante os vôos e bagagens que antes eram despachadas gratuitamente.

Mas não são somente os passageiros que irão sofrer. Toda a indústria de viagem será prejudicada, disseram líderes da OTA.

"Nós esperamos que a redução de capacidade para o terceiro e para o quarto trimestres continue a impulsionar o aumento dos preços, colocando pressão contínua no volume de tickets", disse Mike Adler, vice-presidente financeiro da Expedia, em uma teleconferência na semana passada.

"Como anunciado pela maioria das companhias de viagem de capital aberto no mercado, incertezas econômicas e preços altos de combustíveis estão afetando o mercado de viagens, e a redução de capacidade no outono também terá um impacto negativo", disse o presidente-executivo da Priceline, Jeffery Boyd, em uma teleconferência na última terça-feira.

DIVERSIDADE

A melhor proteção contra o enfraquecimento das vendas aéreas é a diversificação de operações, disse Wolk, da Susquehanna. Companhias aéreas que se espalham pela Europa e pela Àsia estão mais preparadas contra os traumas no mercado doméstico.

Expedia e a Priceline anunciaram lucro líquido no segundo trimestre, assim como crescimento nas vendas de passagens domésticas. A Orbitz anunciou na quarta-feira prejuízo menor no trimestre e disse que as vendas de passagens domésticas caíram 1 por cento.

O presidente-executivo da Orbitz, Steve Barnhart, concordou que a companhia depende fortemente das reservas de passagens norte-americanas. Mas disse que somente 21 por cento da receita é decorrente de reserva de passagens de lazer.

Segundo ele, rotas de lazer terão maior cortes de capacidade e aumento de preços que as frequentadas para negócios.

"O ponto principal é que as receitas que ganhamos nos mercados que têm sido impactados por esses cortes de capacidade são relativamente modestas se comparadas ao tamanho total de nosso negócio", disse Banhart à Reuters.

Segundo ele, a companhias está se diversificando ao fortalecer a receita oriunda de propaganda e vendas de bilhetes internacionais.

Barnhart disse que ninguém sabe exatamente como os cortes de capacidade das companhias afetarão as OTAs. Viajantes podem decidir por dirigir ao invés de voar, e eles podem tentar encontrar promoções online de acomodação e entretenimento para compensar os preços mais altos das tarifas aéreas.

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