Napster adere ao formato MP3 para combater a pirataria

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 10:22 BRST
 

Por Yinka Adegoke

NOVA YORK (Reuters) - O Napster, uma das maiores varejistas de música digital dos Estados Unidos, afirmou nesta segunda-feira que começará a vender downloads no formato MP3 a partir do segundo trimestre deste ano, numa tentativa de evitar o compartilhamento de cópias de músicas compradas online.

O Napster vendia músicas protegidas com o administrador de direito digitais (DRM) em Windows da Microsoft para evitar que os clientes fizessem cópias ilegais do que haviam comprado ou distribuíssem as músicas para outros usuários.

Mas o uso de DRM, originalmente solicitado pelas grandes gravadores do mundo, se provou impopular com os consumidores. Muitos usuários ficavam frustrados ao descobrir que as canções que haviam comprado poderiam ser reproduzidas somente em determinados players ou que não podiam ser transferidas de um computador a outro.

O Napster tornou-se conhecido nos anos 1990 como o maior mercado gratuito para músicas sem DRM no formato MP3. Mas funcionava também como serviço ilegal para compartilhamento de músicas, o que levou-o a ser processado pela indústria e fechado em 2001.

A versão atual do Napster opera legalmente depois que uma empresa comprou os direitos do nome em 2003. Ele possui 750 mil assinantes que usam tanto seu serviço de download quanto de assinatura de músicas.

"Projetamos há um ano que haveria uma grande base de usuários para o MP3, e estamos satisfeitos a indústria fonográfica começando a apoiá-lo", afirmou o presidente-executivo da empresa, Chris Gorog.

Grandes gravadoras como a EMI, Vivendi Universal Music, e Warner Music, começaram a vender canções no formato MP3.

O MP3 é o formato de áudio mais disponível e pode ser reproduzido em diversos aparelhos, incluindo o dominante iPod da Apple .

"Há a questão de que se a ampla adoção do MP3 irá dar novo ânimo para a indústria", pontuou Gorog.