Fabricantes de eletrônicos observam economia dos Estados Unidos

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 10:48 BRST
 

Por Franklin Paul e Mayumi Negishi

LAS VEGAS (Reuters) - Os fabricantes de eletrônicos estão avaliando o desgaste na economia dos Estados Unidos e esperam que os consumidores decidam cortar primeiro outras despesas, mas muitos vêem sinais preocupantes para o futuro.

Reunidos em Las Vegas nesta semana para a feira setorial Consumer Electronics Show, os fabricantes de aparelhos eletrônicos, celulares e televisores estão definindo suas apostas em relação ao efeito dos problemas econômicos norte-americanos --da alta no desemprego à crise no mercado hipotecário-- sobre o crescimento do consumo.

"Precisamos observar o efeito disso sobre os ânimos do mercado", disse Toshihiko Fujimoto, presidente-executivo da Sharp Electronics, no domingo. "Não podemos dizer que os negócios estejam especialmente bons."

Stan Glasgow, presidente da Sony Electronics, subsidiária da Sony, e responsável pelas operações de eletrônicos da empresa nos Estados Unidos, disse à Reuters que a companhia teve forte alta de vendas nos últimos meses, impulsionada pela demanda por sua linha Bravia de televisores.

Mas Glasgow apontou que qualquer desaceleração se faria sentir inicialmente em segmentos como o de câmera digitais de ponta, em oposição aos televisores de tela grande. "No horizonte, vejo que as coisas se complicarão," afirmou.

Os fabricantes de celulares e televisores consideram que seus produtos sejam de consumo obrigatório --ou que representem pequenos confortos cujo objetivo é aliviar dores maiores.

"Celulares são uma necessidade", disse à Reuters Muzib Khan, vice-presidente de administração de produtos na divisão de produtos de telecomunicação da Samsung Electronics nos EUA.

Bill Ogle, vice-presidente de marketing da Samsung Telecommunications America, disse que a empresa registrou forte alta nas vendas no quarto trimestre, mas apontou para sinais de queda na demanda entre as operadoras norte-americanas de telefonia móvel, no final do período.

Allan Jason, vice-presidente de marketing da LG Electronics, disse que o setor de bens eletrônicos de consumo era em certa medida "à prova de recessão", já que as viagens são o primeiro corte, entre os gastos não essenciais.