Sony BMG retira proteção anti-cópia de downloads de música

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 15:28 BRST
 

Por Yinka Adegoke

NOVA YORK (Reuters) - A Sony BMG Music, segunda maior gravadora do mundo, se tornará neste mês a última das quatro gigantes fonográficas a retirar o software anti-cópias dos seus downloads de música, também conhecidos como administradores de direitos digitais (ou DRM).

A Sony BMG, com contrato com artistas como Beyoncé, Britney Spears e Celine Dion, anunciou nesta segunda-feira um serviço de cartão de presente em 15 de janeiro chamado Platinum MusicPass que trará álbuns no formato MP3, que não usa proteção DRM.

Fãs poderão comprar os cartões com álbuns digitais em lojas e fazer download dos álbuns no site MusicPass depois de inserirem seu número de identificação. Os cartões estarão disponíveis em varejistas como a Best Buy e a Target.

"A chegada do MusicPass é parte importante da campanha da Sony BMG para atrair os fãs de seus artistas de formas mais inovadoras e desenvolver novos modelos de negócios", disse Thomas Hese, presidente da divisão de vnedas digitais da Sony BMG nos Estados Unidos.

A indústria fonográfica reportou uma queda de 15 por cento em vendas de álbuns em 2007, derrubada pela menor venda de CDs. As vendas de músicas digitais não compensaram as quedas nas receitas, forçando os executivos a explorar novos modelos de negócios e formar de atrair consumidores.

Uma das maiores questões para as gravadoras em 2007 foi se a abolição do DRM ajudaria ou não nas vendas digitais. Em fevereiro de 2007, o fundador da Apple, Steve Jobs, pediu às gravadoras que parassem de usar DRM para serviços da empresa, como o iTunes Store. Jobs afirmou que retirar o DRM impulsionaria as vendas de músicas.

Os compradores de música digital têm sido frustrados pelas limitações impostas pelo DRM, alertando os analistas da indústria a apoiar o pedido de retirada do DRM. As gravadoras solicitaram o DRM para evitar que os usuários fizessem várias cópias ou compartilhasse músicas com colegas gratuitamente.

A EMI, quarta maior gravadora do mundo em fatia de mercado, se tornou em abril a primeira gigante fonográfica a retirar o DRM e logo foi seguida pela Vivendi Universal Music. No mês passado, a Warner Music disse que passaria a vender suas músicas no formato MP3 através do Amazon.com .

(Reportagem de Yinka Adegoke)