Preço de tela LCD cai mais e obriga LG Display a rever previsão

quarta-feira, 10 de setembro de 2008 13:35 BRT
 

Marie-France Han

SEUL (Reuters) - A fabricante sul-coreana de painéis de telas planas LG Display reduziu suas projeções para o terceiro trimestre, alegando que o preço dos painéis de cristal líquido (LCD) caiu mais que o esperado, em um novo sinal de que a desaceleração vem se agravando no setor de tecnologia.

A empresa, a segunda maior fabricante mundial de painéis LCD, anunciou na quarta-feira que sua receita no terceiro trimestre dificilmente atingirá os totais projetados inicialmente e divulgou um novo conjunto de projeções.

A agressiva expansão de capacidade de produção dos fabricantes de painéis gerou excesso de oferta este ano, o que influenciou negativamente os preços dos painéis LCD. A demanda inferior à esperada por televisores LCD na China, no período que antecedeu a Olimpíada de Pequim, também prejudicou os preços dos painéis utilizados em televisores de telas planas.

A LG, da Coréia do Sul, e rivais taiuanesas de menor porte como a AU Optronics e Chi Mei Optoelectronics, reduziram sua produção nos últimos meses, para enfrentar a queda nos preços em uma temporada na qual a demanda é tradicionalmente forte.

A LG Display agora antecipa que seus embarques no terceiro trimestre subam entre 10 e 20 por cento, ante a projeção anterior de crescimento superior a 20 por cento, enquanto os preços médios de venda devem cair em perto de 20 por cento, e não em pouco mais de 10 por cento, como previa a projeção anterior.

A empresa também anunciou que sua margem de lucro anterior a juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficará perto dos 25 por cento, ante os 38 por cento do segundo trimestre.

"As novas projeções de embarques e Ebitda parecem ser um pouco mais otimistas que as expectativas do mercado, e as projeções de preço parecem iguais às dos mercados", afirmou Jay Yoo, analista da Korea Investment & Securities.

Yoo acredita que a desaceleração atual no mercado de LCD se estenda por mais alguns meses e que as fabricantes enfrentarão queda até o primeiro semestre de 2009. Para ele, uma recuperação não é provável antes da metade do ano que vem.