Telefonia móvel dos EUA começa a gostar da receita de dados

quinta-feira, 11 de setembro de 2008 16:05 BRT
 

Por David Lawsky

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - As operadoras norte-americanas de telefonia móvel começaram a registrar retornos substanciais com a transmissão de dados e não apenas telefonia de voz, uma tendência alimentada pela maior abertura de suas redes.

Mas importantes executivos de três das quatro maiores operadoras de telefonia móvel do país também se declararam preocupados pelas demandas dos consumidores quanto à liberdade irrestrita para usar aparelhos ou software não testados a fim de se conectarem às redes das empresas.

"Vocês verão o grosso de nossas oportunidades surgindo de outras atividades que não voz", disse Robert Dobson, presidente-executivo e do conselho da unidade norte-americana da T-Mobile, durante uma mesa-redonda em um evento setorial em San Francisco.

"Acesso irrestrito seria uma má experiência", disse Dobson. "É preciso que haja certa supervisão ou controle."

A organização setorial Cellular Telecommunications Industry Association (CTIA), organizadora da conferência, divulgou novas estatísticas demonstrando que 14,8 bilhões de dólares em receitas norte-americanas de telefonia móvel provieram de outros serviços que não telefonia de voz, no primeiro semestre de 2008. Isso equivale a 20 por cento das receitas de telefonia sem fio nos EUA e a um aumento de 40 por cento ante os resultados do primeiro semestre de 2007, segundo a CTIA.

O crescimento rápido nos serviços de dados foi alimentado pelo sucesso do iPhone da Apple, na AT&T, e pela corrida entre operadoras rivais como a Verizon e a Sprint para oferecer aparelhos e serviços de dados concorrentes, acionados por software inovador e controlados por telas sensíveis a toques.

Outros expressaram preocupação com a possibilidade de que liberdade excessiva resulte em perda de interoperabilidade.

Ao mesmo tempo, Dobson disse que as redes seriam mais produtivas "se fossem supervisionadas e controladas". Mas os consumidores discordam.   Continuação...