TV Digital ainda não emplacou no pólo de Manaus

quinta-feira, 11 de setembro de 2008 19:33 BRT
 

Por Taís Fuoco

MANAUS (Reuters) - Apesar de ter comemorado a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado, de manter a Zona Franca de Manaus como o pólo produtor de decodificadores de TV digital, os negócios desse segmento ainda não emplacaram na cidade industrial da Zona Norte.

A TV digital foi lançada em dezembro de 2007 e hoje está implementada oficialmente em três capitais --São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Antes do lançamento, a indústria protagonizou uma polêmica entre as empresas instaladas em Manaus, que já produzem televisores e os decodificadores para TV via satélite, e outras regiões, como Santa Rita do Sapucaí (MG), que queria incentivos para produzir o equipamento.

O presidente negou os incentivos e manteve a vantagem competitiva das empresas instaladas em Manaus (AM).

Muita gente acreditava que esse seria um dos eletroeletrônicos mais procurados após o lançamento da TV digital, já que toda a base de televisores do país era analógica, o que não ocorreu.

Na noite de quarta-feira, ao participar da solenidade de abertura da Feira Internacional da Amazônia (Fiam), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que "nós ainda não temos noção do volume" que o Brasil irá consumir de set top box. Avaliando que hoje boa parte das famílias têm mais de uma TV em casa, a ministra estimou que será algo "para além dos 100 milhões de aparelhos".

O fato é que, até o momento, a Zona Franca só tem um fabricante dos conversores: a Proview, de Taiwan, que apresentou seu primeiro modelo para a imprensa em 15 de julho.

"A Proview diz já ter vendido mais de 100 mil unidades", afirmou Flávia Barbosa Grosso, superintendente da Suframa, nesta quinta-feira.

Ela admitiu que "a área que mais tem crescido na Zona Franca hoje é a de duas rodas", motivada tanto pelo mercado interno aquecido para motos como pelas exportações aos países da América Latina. O segmento de eletroeletrônicos e de informática, no entanto, ainda é a maior fatia da receita do pólo.   Continuação...