Ask.com permite que usuários apaguem dados de buscas

terça-feira, 11 de dezembro de 2007 10:04 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - O site de buscas Ask.com está lançando um recurso que permite que os usuários apaguem os dados acumulados sobre suas buscas no serviço, em um esforço por reforçar a privacidade pessoal dos internautas.

Um link chamado AskEraser constará da home page do serviço e de todas as páginas de resultados de buscas, com uma indicação clara de que o recurso está "ligado" ou "desligado" quando um usuário faz uma busca.

"Nós tomamos medidas significativas para proteger quaisquer dados armazenados em nossos servidores, mas para os usuários que desejem tomar precauções adicionais, o AskEraser permite que eles eliminem a questão completamente de suas preocupações", disse Jim Lanzone, presidente-executivo da Ask.com, em entrevista no evento de lançamento, na terça-feira.

Quando ativado, o AskEraser apaga todas os termos de busca subsequentes e as informações a eles relacionadas, ligadas a "cookies" armazenados nas máquinas dos usuários, que identificam seus computadores para fins de informação. O recurso estará disponível para os usuários dos Estados Unidos e Reino Unido na terça-feira, e se expandirá aos demais sites do grupo em 2008.

No começo do ano, Ask.com anunciou uma reformulação de sua política de retenção de dados, com o objetivo de separar as informações sobre as buscas realizadas por uma pessoa dos dados que a identificam na Internet em prazo de 18 meses. A empresa é parte do conglomerado de Internet IAC/InterActiveCorp.

A oportunidade de preservar espaços privados na Web está se tornando mais importante, à medida que a Internet se incorpora de maneira ainda mais profunda à vida cotidiana e sites e anunciantes procuram informações sobre o comportamento dos consumidores a fim de lhes enviar mensagens direcionadas.

A Ask.com está trabalhando em seus produtos para aproveitar melhor os padrões de uso da Web, de maneira anônima, a fim de melhorar os resultados de buscas que é capaz de oferecer.

"Para acompanhar esse avanço, queremos oferecer às pessoas a opção de não participar", caso não o desejem, disse Lanzone.