Lenovo planeja investimentos em mercados emergentes

terça-feira, 11 de março de 2008 09:58 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - O Lenovo Group, quarto maior fabricante mundial de computadores, anunciou na terça-feira que concentrará seus investimentos internacionais nos mercados emergentes, onde o uso de computadores é menos comum, disse Yang Yuanqing, presidente do conselho do grupo a jornalistas, na terça-feira.

"Nosso foco de investimento estará em mercados emergentes como Índia, Brasil, México, Oriente Médio e Europa Oriental", ele declarou em conversa durante a sessão anual do Parlamento chinês.

"Essas regiões têm nível mais baixo de penetração de mercado. E nós temos mais experiência do que os nossos concorrentes nesses mercados", afirmou, sem oferecer detalhes sobre investimentos específicos.

Yang demonstrou otimismo sobre as perspectivas gerais de sua empresa em 2008, mas afirmou que os custos operacionais devem começar a crescer devido aos preços mais elevados das matérias-primas e da mão-de-obra.

"Estamos preocupados com a alta da inflação, a valorização da moeda e os custos trabalhistas mais elevados, que podem gerar pressões de custo", disse o executivo. "Mas todos os concorrentes enfrentam as mesmas pressões", acrescentou.

A empresa, que adquiriu a deficitária divisão de computadores pessoais da IBM, em 2005, deve se sair melhor do que rivais de maior porte em 2008, na expectativa dos analistas. Ela deve apresentar desempenho superior ao da Hewlett-Packard, Dell e Acer, devido ao seu domínio sobre o mercado asiático, especialmente o chinês.

A Lenovo superou as expectativas de mercado ao triplicar seu faturamento no quarto trimestre graças à forte demanda asiática, o que pode ajudar a isolar a empresa contra os efeitos adversos da desaceleração econômica dos Estados Unidos sobre o investimento em tecnologia.

A Lenovo, que controla um terço do florescente mercado chinês e lidera a Ásia em termos de vendas de computadores, também está tentando conquistar o mercado domiciliar norte-americano, muito disputado e desconhecido para ela, em um momento de retração nos gastos do país com a tecnologia.